Site diz que Paulo Preto pagou R$ 740mil a grupo ligado ao PCC

Indenizados já estiveram presos por homicídio, roubo e tráfico de drogas

Uma investigação iniciada no Ministério Público de São Paulo, em 2016 e que nào teve prosseguimento, apontou que Paulo Vieira de Saouza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa estatal responsável pela construção de rodovias, determinou o pagamento de R$ 740mil a integrantes de um grupo ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Na investigação, Paulo Preto é citado como o “operador de propinas” do PSDB durante o governo de José Serra, entre os anos de 2007 a 2010.

 

O portal de notícias UOL teve acesso aos autos do processo em que constam que, pelo menos, 37 pessoas ligadas à criminalidade, na zona sul de São Paulo, foram indenizadas indevidamente.

 

As irregularidades teriam acontecido por meio de desapropriações para obras do trecho sul do Rodoanel Mario Covas e prolongamento da avenida Jacu-Pêssego.

 

Dos 37 indenizados, 13 já estiveram presos pelos crimes de  homicídio, tráfico de drogas, roubos e outros.

 

Um deles, chegou a receber a indenização, ainda na cadeia e outro enquanto estava foragido da justiça.

 

De acordo com o promotor Cássio Roberto Conserino., nenhum deles teria direito aos R$ 20 mil (cada um) que receberam.