Dengue: Marília soma 5.614 notificações de dengue

A infectologista Luciana Sgarbi alertou a população para a situação epidêmica

Marília soma 5.614 notificações de dengue, sendo que há 1.004 confirmações da doença neste ano no município.

 

A infectologista Luciana Sgarbi alertou a população para a situação epidêmica.

 

Segundo ela, os casos positivos devem ser multiplicados por 20 a 40 para se ter uma noção real do contágio.


A conta de infectologia elevaria para pelo menos 20 mil casos de dengue em Marília em 2019.

 

E a médica explicou que o cálculo se baseia no grande número de casos assintomáticos ou pouco sintomáticos, sem procura de serviço de saúde.

 

Além do que, pode haver subnotificações (casos que acabam não sendo informados à saúde pública).


“O problema é que os pacientes assintomáticos ou pouco sintomáticos também passam pelo período de transmissão da dengue (através da picada do mosquito Aedes aegypti), contribuindo para aumentar a epidemia”, disse a infectologista.


Mesmo que um paciente sem sintomas de dengue seja a origem da transmissão da doença, pela picada do mosquito, os que forem contaminados nesse ciclo podem ter sintomas mais sérios e até graves.


Entre os suspeitos de dengue de Marília em 2019, houve quatro mortes, em que as amostras para análise ainda não tiveram resultado.

 

E entre os 1.004 casos confirmados, há um óbito.

 

A paciente comprovadamente de dengue era uma idosa de 78 anos e tinha outras patologias que contribuíram para o agravo do seu quadro, que resultou em seu falecimento.

 

Uma morte suspeita por dengue teve o resultado do exame negativo, descartando a doença como causa do óbito.


Entre suspeitos, estimativa de 80% de positivos


A médica alertou ainda que entre os casos configurados como suspeitos, sem confirmação laboratorial, a porcentagem de positivos estimada é de 80%.

 

Isso por conta do quadro epidêmico da cidade, que eleva muito o risco de dengue. “Temos que valorizar o diagnóstico clínico desses pacientes”.

 

Os serviços de saúde se baseiam em protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde para atender casos suspeitos.