Uma história de corrupção e ambição desenfreada

No dia 17 de maio de 2017, uma bomba abalou o país: o anúncio de que, como parte de um processo de delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravara o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato.

No dia 17 de maio de 2017, uma bomba abalou o país: o anúncio de que, como parte de um processo de delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravara o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato. Temer não renunciou nem caiu, mas seu governo ficou irremediavelmente comprometido: a Reforma da Previdência, que estava prestes a ser aprovada, saiu da pauta do Congresso; e a economia, que até então apresentava resultados animadores, desacelerou, paralisando o país. Passados dois anos, o Brasil continua pagando um preço elevado - economicamente, socialmente e politicamente - por mais este escândalo.

A história dessa crise e da trajetória de ascensão e queda dos irmãos Joesley e Wesley Batista é contada em detalhes no livro-reportagem “Why Not - Como os irmãos Joesley e Wesley, da JBS, transformaram um açougue em Goiás na maior empresa de carnes do mundo, corromperam centenas de políticos e quase saíram impunes” (Ed. Intrínseca, 432 páginas), da jornalista Raquel Landim.