UPA adota protocolo de dengue para atendimento

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) adota o protocolo de dengue para o atendimento dos suspeitos e dá suporte ao plano de contingência do Município. A medida foi definida em reunião com o gestor da Saúde, Ricardo Mustafá, e começa a valer na próxima segunda-feira. Já houve aumento de pacientes em pelo menos 11% por conta da doença. A empregada doméstica Monique Daiane Batista esteve ontem na U

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) adota o protocolo de dengue para o atendimento dos suspeitos e dá suporte ao plano de contingência do Município. A medida foi definida em reunião com o gestor da Saúde, Ricardo Mustafá, e começa a valer na próxima segunda-feira. Já houve aumento de pacientes em pelo menos 11% por conta da doença. 
A empregada doméstica Monique Daiane Batista esteve ontem na UPA com sintomas da dengue. Ela está com febre desde sábado e incialmente achou que a causa era uma inflamação no dente. “Estive no dentista, mas a febre continuou e apareceram dor no corpo, dor nos olhos e vermelhidão na minha pele. Fui trabalhar, mas a minha patroa me pediu para ir ao médico porque eu estou muito fraca”, contou.
Na UPA, a paciente foi triada pelo protocolo de Manchester, de classificação de risco, e recebeu atendimento. Mas a partir da próxima segunda-feira todos os pacientes com sintomas de dengue terão um protocolo específico para diagnóstico precoce e tratamento próprio. A unidade está organizando o fluxo interno para a implantação, a partir da próxima segunda-feira.
O suporte ao plano de contingência do Município foi uma solicitação da Secretaria da Saúde. O gestor se reuniu com o diretor administrativo da UPA, Luiz Doretto, na última terça-feira.
“Além de triagem separada e específica dos suspeitos de dengue, teremos uma sala de hidratação só para esses pacientes, que serão atendidos como tendo a doença, preventivamente”, disse o diretor da UPA. O objetivo é priorizar pacientes com dengue e acelerar o diagnóstico, evitando agravos. Até então a unidade oferecia o atendimento emergencial e encaminhava as pessoas atendidas com suspeita de dengue para a rede básica. 
UPA registra aumento de demanda em pelo menos 11%
Houve aumento de demanda na UPA, atribuído à dengue. O mês de abril fechou com 12.300 atendimentos, quando o normal varia entre 10.500 e 11 mil. O plano de contingência prepara o município para um aumento ainda maior.
Marília já atingiu nível epidêmico de dengue e está com 413 casos confirmados da doença neste ano. São 401 registros autóctones (munícipes de Marília) e 12 casos importados, segundo o último balanço da Vigilância Epidemiológica, liberado na última semana.
De acordo com o Ministério da Saúde, a cidade entra em epidemia de dengue quando ultrapassa 150 casos para cada cem mil habitantes. Foi o que aconteceu com Marília desde que se aproximou dos 300 resultados positivos da doença em 2019. Neste ano ainda não há casos de óbito com confirmação de dengue.