Laxante é a principal suspeita para a intoxicação dos atletas do Marília

Intoxicação alimentar acometeu 16 atletas e dois membros da comissão técnica

A vitória do MAC sobre o Assisense (1 a 0), no último domingo, acabou ficando em segundo plano por conta da intoxicação alimentar dos jogadores maqueanos, na madrugada de sábado, um dia antes da partida, que envolveu 16 atletas e dois membros da comissão técnica, entre eles o treinador Ricardo Costa. De acordo com médico anestesista, Edson Antônio Rodrigues, que atendeu parte do grupo intoxicado, a principal suspeita para o ocorrido foi o uso de laxante.

“Os atletas não tiveram náuseas e vômitos. Eles apresentaram apenas cólicas e diarreia, que são sintomas de inflamação no intestino e não no estômago. O que sugere o uso de laxante”, explicou. Edson Rodrigues disse que, ao lado do doutor Euzébio, que também ajudou no atendimento dos atletas, orientou que os jogadores não atuassem contra o Assisense. “Eles estavam muito debilitados e o jogo aconteceria em um horário de calor intenso, mas mesmo assim falaram que iam entrar em campo”, comentou.

O laudo médico para saber as causas reais da intoxicação será divulgado hoje. O vice-presidente maqueano, Eduardo Nascimento, frisou que no sábado tentou o adiamento da partida junto à Federação Paulista de Futebol (FPF), que negou o pedido. “Explicamos através de documentos e fotos. Montamos um dossiê, tentando sensibilizar para o adiamento. Apresentamos 16 atestados médicos, mas não conseguimos sensibilizar a Federação. Era que jogo aconteceria às 10h, com calor insuportável, o campo vira uma estufa. Nossa preocupação é que os atletas não pudessem suportar a partida ou ocorrer até um mal maior por conta de desidratação, porque o jogador de futebol de alto rendimento vai no esforço máximo”.

Início do problema

O dirigente explicou como foi feito o procedimento ao serem avisados do problema com os atletas. “Na sexta-feira à noite fomos surpreendidos com os jogadores dizendo que estavam passando mal e vários no banheiro com diarreia. Viemos para o alojamento, vimos as condições físicas e estavam bem debilitados. A princípio foram 16 jogadores. Alguns estavam melhores e outros bem debilitados. Os que estavam bem mal nós encaminhamos para tratamento médico. Quatro foram para o Hospital da Unimar, três para a Santa Casa e dois para uma clínica médica. Os que estavam um pouco melhor foram medicados no alojamento mesmo”, relatou.

“Graças a Deus conseguimos melhorar o estado físico deles com soro, isotônico e alimentação, seguindo as orientações médicas. Os próprios atletas vieram até nós e pediram para não adiarmos o jogo, que eles não iam perder o jogo, mesmo que saíssem sem vida e deu certo. Foram comprometidos e guerreiros. Honraram a camisa do Marília”, declarou Nascimento, que providenciou o aumento do número de câmeras de segurança na área de alojamento, refeitório e sala.

“Infelizmente temos que tomar essas providências para trazer mais segurança, pois muita gente quer ter espaço aqui que só pertence aos jogadores, comissão técnica e funcionários. Pessoas alheias a vida interna querendo entrar nesse espaço exclusivo”, citou o dirigente sem falar em nomes.