Técnico usa ‘caso Citta’ para avisar: “Não vou segurar quem não quer ficar”

Ricardo Costa: “Não concordar em ficar no banco, ele pensou mais nele que no Marília”

O técnico Ricardo Costa se pronunciou ontem à tarde, sobre o pedido de dispensa do zagueiro Citta Junior do Marília Atlético Clube (MAC), na última terça-feira (dia 7). O jogador pediu o desligamento por não concordar com a decisões tomadas pelo treinador em campo, ao deixa-lo no banco de reservas, no empate de 1 a 1 contra a Santacruzense, na rodada passada, no estádio Bento de Abreu, pela 4ª rodada do Campeonato Paulista da 4ª Divisão (Sub-23).

“No meio do treino (de segunda-feira) ele saiu, não falou nada por que tinha saído e no final do treinamento pediu para conversar. Falou que não estava feliz e pediu para ir embora. Eu disse que poderia ir. Não pedi para ficar, porque quando o cara não está satisfeito, não quer aceitar, porque ele acha que é melhor que o companheiro que o substituiu, eu prefiro encerrar no ato”, declarou Ricardo Costa.

O treinador avisou que não aceita esse tipo de atitude tomada por Citta Junior. “O jogador tem que vir para o MAC, que tem uma camisa pesada, e imaginar que não vai ser ele e mais dez em campo. Ele tem que ganhar a posição dentro de campo, no dia a dia, não vai ganhar no grito. Jamais vou aceitar um ato de indisciplina como ele fez. Não concordar em ficar no banco, ele pensou mais nele que no Marília”.

Ricardo Costa disse que antes desse episódio não havia tido nenhum outro problema com o zagueiro e frisou que o Alviceleste tem um elenco muito qualificado e que a concorrência irá ficar ainda mais acirrada com a chegada de reforços. “Temos um grupo muito forte e aquele que não estiver preparado para isso, pode ir embora. Não vou ficar segurando jogador que não quer ficar. Vamos trabalhar com atletas que tenham equilíbrio emocional para aceitar isso, porque temos 26 inscrições e só jogam 11. Não tem como jogar 26. Eu teria que mudar a regra do futebol para satisfazer todo mundo”, comentou.