Mariliense é um dos nomes mais requisitados para o VAR

Márcio Henrique de Gois trabalhou no jogo de ontem entre Ceará x Atlético-MG, no Castelão

O juiz mariliense Márcio Henrique de Gois, de 39 anos, é um dos nomes mais requisitados do momento para operar o VAR (árbitro de vídeo) nas competições estaduais e nacionais. Ontem (às 21h) ele fez parte da equipe como ‘assistente 1’, na Arena Castelão, em Fortaleza-CE, na partida entre Ceará x Atlético-MG, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A.

Na rodada anterior, Márcio Gois esteve no estádio Beira Rio, em Porto Alegre, na vitória do Internacional sobre o Flamengo por 2 a 1, também como ‘assistente 1’. “Tenho uma qualidade, destacada pelos meus superiores, para trabalhar no VAR: calma e tranquilidade na tomada da melhor decisão, porque nem todo bom árbitro de campo é bom com o VAR. Além disso, aquele que tem um maior conhecimento das regras consegue tomar uma decisão mais rápida”, explicou.

O mariliense faz parte do quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) desde 2002 e todos os anos é escalado como árbitro central de campo no Paulistão da Série A-1. Porém, na fase final (mata-mata) atuou duas vezes como árbitro de vídeo: Novorizontino 1x1 Palmeiras (1º jogo das quartas de final) e São Paulo 0x0 Corinthians (1º jogo da decisão).

Já no quadro da CBF, Márcio Gois está desde 2012, entretanto é poucas vezes escalado como árbitro central de campo na Série A. Ele tem realizado mais partidas nas divisões inferiores. “O VAR está sendo uma nova vertente para mim. Estou muito confiante que eu possa ser chamado mais vezes, pois fui muito elogiado pela minha conduta nos jogos desse ano. Todavia, quero seguir como juiz de campo, mesmo nas séries B e C do Brasileirão”, frisou.

Demora do VAR

Márcio Henrique de Gois explicou o motivo do VAR ainda estar demorando na tomada de decisões. “Não é só os árbitros que estão sendo treinados, já que ainda se trata de um processo novo. Os operadores também estão se adaptando. Eles possuem experiência, mas não no futebol”, citou. Outra questão lembrada pelo mariliense ajuda a entender algumas diferenças com outros países, que tomam decisões mais rápidas.

“No Brasil ficou estipulado que o VAR será formado por: dois juízes, um bandeirinha e dois operadores de replay, sendo que um deles é o auxiliar. Na maioria das ligas lá fora, o bandeirinha que fica na cabine, por exemplo, tem um operador só para ele e outro para os dois árbitros”, frisou.

Outra situação explicada pelo árbitro de Marília, para a demora do VAR. “No momento o receio é nós errarmos uma decisão tendo a imagem a nosso favor, por isso o tempo é maior para avaliarmos. Muitos podem dizer que as TVs já mostram o replay quase de forma instantânea para uma avaliação, mas não é bem assim. Às vezes a demarcação de uma linha imaginária em um impedimento é colocada de forma errada, por conta do ângulo apresentado. Sabemos que as decisões precisam ser tomadas mais rapidamente, contudo o mais importante é que a premissa do VAR de justiça seja garantida”, finalizou.