HC/Famema completa 4 anos como autarquia

O HC/Famema completa quatro anos como autarquia estadual. Com isso, desde 2015, além de autonomia administrativa e força junto ao Governo, os departamentos de saúde da faculdade ganharam em recursos, passando de um orçamento de R$ 26 mi para R$ 52 milhões. O investimento priorizou o estoque de segurança, com 5 mil itens entre medicamentos e insumos, o fim das terceirizações, com aquisição do própr

O HC/Famema completa quatro anos como autarquia estadual. Com isso, desde 2015, além de autonomia administrativa e força junto ao Governo, os departamentos de saúde da faculdade ganharam em recursos, passando de um orçamento de R$ 26 mi para R$ 52 milhões. O investimento priorizou o estoque de segurança, com 5 mil itens entre medicamentos e insumos, o fim das terceirizações, com aquisição do próprio parque tecnológico, e os trâmites do concurso público, em fase de análise.
Antes disso, o que hoje é autarquia era um prestador de serviços. Todos os departamentos de saúde da faculdade dependiam de convênio com o SUS via Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, a que está vinculada a Famema (no que se refere à parte acadêmica da instituição). Com a Lei 1.262 de 6 de maio de 2015, o HC/Famema passou a ser um órgão do Governo do Estado, junto às outras três autarquias da Saúde existentes em São Paulo, Botucatu, Ribeirão Preto e Capital.
Ao todo, a autarquia HC/Famema compreende quatro departamentos de atenção à saúde: Hospital das Clínicas I, II (Materno Infantil), Hemocentro e Ambulatórios, distribuídos entre o Hospital São Francisco (HC III), a Oncologia, no HC I, e o NGA (Núcleo de Gestão Assistencial).
Investimentos
“Com a autarquia, nosso recurso saltou de R$ 26 mi para R$ 52 milhões, sendo possível resolver a grande falta de medicamentos e insumos que havia. Foram meses de trabalho para atingirmos o padrão de qualidade que queríamos, com um estoque de segurança de controle rigoroso”, mencionou a superintendente do HC/Famema, Paloma Libanio.
Outro investimento pesado foi a renovação do parque tecnológico, pondo fim às terceirizações. Entre os equipamentos adquiridos destacam-se tomógrafo, endoscópios, colonoscópios, torres de vídeo e focos cirúrgicos. A ressonância está em fase de aquisição. Também foram feitas reformas das UTIs, do centro cirúrgico, do Pronto-Socorro adulto e da unidade de urgência do Hospital Materno Infantil. E houve aumento de leitos da Terapia Intensiva.
Embora a atual Administração do Estado tenha determinado reanálise dos concursos aprovados na gestão anterior, os trâmites para a abertura do concurso público da Famema, com 1.800 vagas, também está entre os avanços. E deve ser reaberto em breve.
Atualmente, dos 2.400 funcionários da Famema, 1.800 estão na Saúde, ou seja, atuam na autarquia HC/Famema. Desses, cerca de mil são contratados via CLT pela Famar e 800 são contratados via Fumes (400 servidores municipais e 400 contratados por convênio SUS). “O futuro ideal é que todos os funcionários sejam servidores, sem contratos nem via Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília), nem via Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília)”, mencionou Paloma Libanio.
Ela frisou que, como servidor, o funcionário terá maior segurança e melhor remuneração, além de haver concursados em quantidade compatível com a demanda, reduzindo necessidade de horas-extras. “Será uma transição gradual, por abertura de concurso público, sem demissão. E essa organização estrutural é positiva também para a instituição, facilitando, inclusive a solicitação e a aquisição e recursos, que hoje demandam muito esforço da gestão”.
Resultados
Com aos investimentos desde 2015, foi zerada a fila de espera para radioterapia e hemodinâmica. E melhoraram os índices de produção e o cumprimento das metas pactuadas do o Departamento Regional de Saúde (vinculado ao Estado). O HC/Famema responde por uma população de 1,2 milhão de 62 municípios.
A autarquia passou a integrar projetos de qualidade, como o Ápice-on. Recebeu habilitação como centro de atendimento de urgência tipo I aos pacientes com AVC, e o troféu Hospital Amigo do Transplante. Teve certificação ISSO 9001 no Hemocentro e na Unidade de Alimentação e Nutrição. E implantou o projeto Visita Aberta que amplia o horário de visitas de duas para 12 horas.
O HC/Famema lida com os desafios de organizar sua estrutura (para simplificar sua gestão) e de alcançar uma maior integração com os demais prestadores de serviços de saúde da região. Essa integração vai possibilitar cada vez mais que profissionais, leitos e tecnologia do HC se voltem exclusivamente à média e à alta complexidade, o que é sua função. “Não adianta somente aumentar leitos, é preciso organizar o fluxo de pacientes para que os pacientes que precisem do HC/Famema sejam priorizados na utilização dessa estrutura de alta complexidade”.
Qualificação
de Paloma Libanio
“Eu acredito no SUS e voltei minha formação para gestão”, finalizou a superintendente do HC/Famema. A médica de Família e Comunidade, Paloma Libanio, tem pós-graduação em Gestão de Qualidade (Einstein), mestrado em Ensino em Saúde e está concluindo o MBA da Fundação Getúlio Vargas em Gestão de Serviços de Saúde. Ela também atua nos plantões médicos do HC e não tem consultório particular. Pessoalmente, a médica não tem plano de saúde, nem seus filhos, cujos partos foram realizados pelo Sistema Único de Saúde.