População tem alta incidência, mas não sabe ou não adere ao tratamento

Hoje (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o cardiologista Carlos de Almeida Pimentel alerta para a alta incidência desse fator de risco para as cardiopatias. E, por outro lado, o baixo percentual de diagnóstico e de adesão ao tratamento. Apesar de simples e fundamental. A hipertensão é tão presente no ser humano que 40% da população a tem. E se a medicação protege o pa

Hoje (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o cardiologista Carlos de Almeida Pimentel alerta para a alta incidência desse fator de risco para as cardiopatias. E, por outro lado, o baixo percentual de diagnóstico e de adesão ao tratamento. Apesar de simples e fundamental.
A hipertensão é tão presente no ser humano que 40% da população a tem. E se a medicação protege o paciente dos adoecimentos consequentes, apesar de simples, não é utilizada ou não adequadamente em dois terços dos casos.
“Isso porque de todos os hipertensos, somente um terço faz o tratamento correto, sendo 60% mulheres e 40% homens. Outro um terço não sabe que tem a doença, apesar do diagnóstico ser muito simples. E a outra parte sabe que é hipertensa, mas não faz o tratamento correto”, alertou Carlos Pimentel, que é médico cardiologista em Marília.
A aferição da pressão arterial é feita de forma simples, rápida e sem custos em postos de saúde, farmácias e outros serviços de saúde, com indicação de auto aferição, através de aparelhos digitais validados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
O médico só não aconselha a aferição diante de estrese, dor, após consumir bebida alcóolica, fumar, se alimentar ou praticar exercício físico. No frio também é aconselhável fazer a aferição em ambiente protegido. “Todo incômodo costuma elevar a pressão arterial, assim como o frio. Já a bebida alcoólica pode baixar pelo efeito do álcool ou subir, se o indivíduo se tornar agressivo”.
O cardiologista informa que a pressão arterial sistólica (máxima) não deve passar de 13, e a diastólica (mínima), de 8. O alerta deve levar as pessoas a buscarem o médico. De qualquer forma, mesmo quem não é diabético e não possui histórico familiar (casos de maior incidência de hipertensão) deve fazer uma consulta de check-up pelo menos uma vez ao ano. 
O diagnóstico é essencial para evitar os adoecimentos decorrentes da hipertensão, que pode afetar cérebro, coração, visão, rins e vasos sanguíneos. “A medicação é simples e totalmente eficaz, protegendo o hipertenso para que tenha uma vida tão normal quanto à de pessoas com a pressão regular”.