Novos tratamentos possibilitam cura e reduzem efeitos colaterais

Os novos tratamentos para hepatite possibilitam a cura da doença, com 95% a 100% de potencial de eliminação do vírus do organismo. E ainda reduzem os efeitos colaterais à praticamente zero. O infectologista Rodrigo Neves Barbosa alerta para o diagnóstico precoce, impedindo que o quadro se agrave. Hoje, Dia do Médico Infectologista (11 de abril), Rodrigo Barbosa ressalta o avanço dos cuidados d

Os novos tratamentos para hepatite possibilitam a cura da doença, com 95% a 100% de potencial de eliminação do vírus do organismo. E ainda reduzem os efeitos colaterais à praticamente zero. O infectologista Rodrigo Neves Barbosa alerta para o diagnóstico precoce, impedindo que o quadro se agrave.   
Hoje, Dia do Médico Infectologista (11 de abril), Rodrigo Barbosa ressalta o avanço dos cuidados de pacientes hepáticos como um importante motivo de comemoração da data.
Há hepatites causadas por remédios (interações medicamentosas), alimentos (carboidratos e gorduras), bebidas alcoólicas e drogas, mas as hepatites virais são as principais entre as de origem infecciosa e até pouco tempo atrás não havia grande chance de cura, permanecendo os vírus no organismo do paciente para sempre.
“Muitas pessoas ainda não sabem, mas os tratamentos de hepatite vêm evoluindo gradativamente. Até quatro anos atrás tínhamos injetáveis com possibilidade de eliminação dos vírus, mas algo em torno de 50%. Nesses últimos anos temos alternativas muito mais eficazes, sem efeitos colaterais e que aumentaram o potencial de eliminação do vírus do organismo entre 95% e 100%”, afirmou o infectologista. E o médico ainda ressaltou que são tratamentos rápidos, de três meses. Os pacientes já cirróticos têm chance de cura um pouco menor, mas ainda assim muito mais promissora do que até quatro anos antes.
Entre as hepatites virais, A, B, C, D e E, as do tipo B e C são as mais incidentes na região de Marília. O médico alertou que a gravidade não tem relação direta com o tipo de hepatite viral, exceto pela A, que costuma ter resolução espontânea em até seis meses. “A gravidade depende do tempo de evolução da doença. Quanto mais tarde for feito o diagnóstico, mais grave estará a infecção do fígado”, alertou.
Diagnóstico
Rodrigo Barbosa Neves é referência no tratamento de hepatites na região de Marília e alertou para a existência de testes rápidos de sorologia na rede privada e pública de saúde. “A rede básica oferece os testes rápidos, que podem ser feitos também diretamente no SAE (Serviço de Assistência Especializada)”. Esses testes acusam se houve a presença de vírus da hepatite.
O diagnóstico precoce oportuniza o tratamento antes que a hepatite leve ao quadro de cirrose e, posteriormente, ao câncer de fígado, com grande risco de óbito.
No caso da hepatite gordurosa (por ingestão e alimentos), o diagnóstico é feito por dosagem de duas enzimas, TGO e TGP, no sangue, e por ultrassonografia.
Prevenção
O médico aconselha cuidado com as transmissões virais da hepatite B, C e D (a última incomum na região de Marília) por via sexual e sangue. As transfusões de sangue podem atender a critérios rigorosos de segurança, mas materiais não esterilizados também são uma janela de transmissão, como exemplo, manicure e pedicure e consultórios odontológicos. “As estufas não eliminam os vírus. É preciso uma autoclave”. As hepatites A e E, com contaminação por água e alimentos contaminados, são incomuns na região.
Para se prevenir das demais hepatites (não virais), o médico aconselha menos ingestão de fast-food e alimentos muito calóricos e gordurosos em geral, o consumo de bebida alcoólica com moderação, o não uso de drogas e informar aos médicos quais remédios se usa para evitar interações medicamentosas que sobrecarreguem o fígado.
A clínica do médico infectologista Rodrigo Barbosa fica localizada na avenida Cristo Rei, nº 162. O telefone é 32219341.