Sindicatos e entidades protestam contra reforma da Previdência

Representantes de centrais sindicais, sindicatos e entidades de classe realizaram ontem no centro de Marília, um protesto em defesa da Previdência e contra a reforma. Professores, metalúrgicos, bancários e trabalhadores de vários setores participaram do ato e distribuíram informes orientando a população sobre as propostas do Governo para reforma. Segundo o sindicalista Irton Siqueira Torres, pres

Representantes de centrais sindicais, sindicatos e entidades de classe realizaram ontem no centro de Marília, um protesto em defesa da Previdência e contra a reforma. Professores, metalúrgicos, bancários e trabalhadores de vários setores participaram do ato e distribuíram informes orientando a população sobre as propostas do Governo para reforma.
Segundo o sindicalista Irton Siqueira Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e integrante da Força Sindical, o dia 22 é Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores  e a pauta agora é a reforma da Previdência que traz vários pontos prejudiciais aos trabalhadores. “Os aposentados serão muito prejudicados, o sistema de capitalização que estão propondo em cinco países que implementaram não deu certo. As mulheres e os trabalhadores rurais serão os mais prejudicados”, disse.
O sindicalista afirma que a reforma da Previdência é necessária mas não da forma como o Governo pretende, penalizando apenas os trabalhadores. “Pedimos que seja feito um pacto social da Previdência que envolva a todos, que haja reforma na gestão. Eles não cobram os grandes devedores da Previdência e querem cobrar dos trabalhadores”.
Os sindicalistas informam que os devedores da Previdência são os grandes empresários, que acumulam dívida até 2015 de R$ 374,9 bilhões, mais do que o dobro do suposto rombo de R$ 149 bilhões que o Governo justifica para fazer a reforma.
Irton Siqueira Torres afirma que os sindicatos e entidades de trabalhadores querem chamar a atenção da população para as propostas da reforma da Previdência que o Governo pretende implementar. Comissões de representantes dos trabalhadores criaram comissões que estão indo a Brasília manter contato com os deputados, além de grupos que estão se reunindo com trabalhadores nas empresas. “É um documento com 62 páginas que precisam ser divulgadas para que a população compreenda”, disse.