Situação de local continua indefinida e prejudica empresas

A situação das empresas de caçambas de Marília, que há mais de um ano buscam um local adequado para descarte dos materiais coletados em toda cidade, continua indefinida. Os caçambeiros descartam o entulho de material de construção em uma área no distrito industrial, zona norte, mas a Prefeitura já foi multada três vezes pela Cetesb em razão do descarte estar sendo feito de forma inadequada. A últ

A situação das empresas de caçambas de Marília, que há mais de um ano buscam um local adequado para descarte dos materiais coletados em toda cidade, continua indefinida. Os caçambeiros descartam o entulho de material de construção em uma área no distrito industrial, zona norte, mas a Prefeitura já foi multada três vezes pela Cetesb em razão do descarte estar sendo feito de forma inadequada.
A última multa aplicada pela Cetesb foi na última semana de fevereiro, no valor de 4.004 Ufesps (cerca de R$ 104 mil).A Prefeitura já havia sido autuada outras duas vezes no ano passado e não pagou as multas. 
A área, localizada no distrito industrial, zona norte da cidade, é utilizada pelas empresas de caçambas para descartar o material coletado. Ocorre que juntamente com o material de construção, as caçambas trazem outros tipos de lixo e não é feita nenhuma triagem. Segundo a Cetesb, a Prefeitura foi informada que deve encerrar a área, caso contrário o local será interditado.
Mas os proprietários de empresas de caçambas pedem apoio da Prefeitura para solução do problema. Além da falta de uma área adequada, é necessário um máquina para compactar o entulho e também fazer a triagem de material inadequado que é jogado nas caçambas.
A Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas), que reúne proprietários das empresas, chegou a procurar o Ministério Público Estadual para buscar alternativas para o problema. Foi aberta uma ação civil pública mas a solução não ocorreu.
Para Antônio de Oliveira, proprietário de uma empresa de caçamba em Marília, a situação está difícil para as empresas que estão tendo que custear uma máquina por R$ 140 a hora para empurrar o entulho na área. “Tivemos que fazer um caixa para poder pagar  a máquina”.
Antônio de Oliveira afirma que falta ‘boa vontade’ da Prefeitura para solucionar o problema da área. “Falta vontade mesmo, área até tem. No nova Marília próximo aos predinhos tem uma erosão grande pediram pra gente jogar lá. Outra área de erosão no Jardim Flamingo, pensamos que iríamos jogar nesses locais e nada”, disse.
A situação do descarte desse tipo de material se tornou um impasse entre os proprietários de empresas de caçambas e a Prefeitura, desde que os aterros de Avencas e Lácio foram encerrados.
“RESPONSABILIDADE É DOS GERADORES”
Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã, a  Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Limpeza Pública, informa que a Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece diretrizes para a gestão dos resíduos gerados pela construção civil, com o objetivo de disciplinar as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais.Também determina a elaboração de plano integrado de gerenciamento de resíduos (PIGRCC).
Segundo a Prefeitura, o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil disciplina o manuseio e disposição dos vários tipos de resíduos produzidos nos canteiros de obras o município. O plano atende pequenos, médios e grandes geradores e envolve toda a cadeia, incluindo transportadores e áreas de destino final.
Conforme a nota, “a responsabilidade pela destinação final destes resíduos é de seus geradores e o município de Marília tem buscado alternativa, para conscientizar não só os geradores, mas também os caçambeiros da necessidade da adequação. Por fim esclarece que a Prefeitura tem auxiliado os caçambeiros realizando estudos para desenvolver projeto visando a solução do problema”.