Prefeitura é multada novamente pela Cetesb

A Cetesb multou mais uma vez a Prefeitura de Marília em razão da situação irregular do local de descarte de materiais de construção, utilizado por empresas de caçambas. A multa foi formalizada na última semana de fevereiro no valor de 4.004 Ufesps (cerca de R$ 104 mil ). A Prefeitura já havia sido autuada outras duas vezes no ano passado e não pagou as multas. A área, localizada no distrito indu

A Cetesb multou mais uma vez a Prefeitura de Marília em razão da situação irregular do local de descarte de materiais de construção, utilizado por empresas de caçambas. A multa foi formalizada na última semana de fevereiro no valor de 4.004 Ufesps (cerca de R$ 104 mil ). A Prefeitura já havia sido autuada outras duas vezes no ano passado e não pagou as multas. 
A área, localizada no distrito industrial, zona norte da cidade, é utilizada pelas empresas de caçambas para descartar o material coletado. Ocorre que juntamente com o material de construção, as caçambas trazem outros tipos de lixo e não é feita nenhuma triagem.
Segundo o diretor regional da Cetesb de Marília, Alcides Arroyo Filho, a área não pode ser utilizada da forma como vem ocorrendo e a Prefeitura estava ciente da situação antes de começar a ser utilizada pelos caçambeiros. A Prefeitura foi informada que deve encerrar a área caso contrário o local será interditado.
A situação do descarte desse tipo de material se tornou um impasse entre os proprietários de empresas de caçambas e a Prefeitura. Em dezembro do ano passado, sem local para o descarte do material, proprietários de empresas de caçambas que integram a Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas), procuraram o Ministério Público Estadual para pedir solução para o problema.
A Amelca  propos a realização de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Prefeitura com objetivo de solucionar a situação da falta de local. O promotor do Meio Ambiente, José Alfredo de Araújo Sant’ana abriu ação civil pública contra Prefeitura para pedir a solução do problema.
Com a interdição do aterro de Lácio pela Cetesb, que vinha sendo usado para descarte de material coletado pelas caçambas, os proprietários das empresas de caçambas passaram a levar o entulho em uma área no distrito industrial. Os donos das empresas querem apoio da Prefeitura para solucionar o problema. A reportagem do Jornal da Manhã encaminhou email para assessoria da Prefeitura solicitando informações mas até o fechamento da edição não obteve resposta.