Estado volta a interromper entrega de remédio

O usuário do SUS Sebastião Soares de Brito está novamente sem a medicação de uso contínuo para prevenir AVC (acidente vascular cerebral). O Estado interrompeu o fornecimento por quatro meses e entregou apenas uma caixa em janeiro, voltando a falhar neste mês. O paciente tem ido semanalmente à Medex (farmácia estadual em Marília). Sebastião é diabético, hipertenso e tem problemas vasculares, necess

O usuário do SUS Sebastião Soares de Brito está novamente sem a medicação de uso contínuo para prevenir AVC (acidente vascular cerebral). O Estado interrompeu o fornecimento por quatro meses e entregou apenas uma caixa em janeiro, voltando a falhar neste mês. O paciente tem ido semanalmente à Medex (farmácia estadual em Marília).
Sebastião é diabético, hipertenso e tem problemas vasculares, necessitando de cilostazol para uso contínuo desde maio de 2014, quando passou a receber a medicação da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Medex. Em setembro ele obteve 60 comprimidos, suficientes para um mês, e deveria ter recebido mais em outubro e nos meses seguintes, o que não aconteceu.
No dia 10 de janeiro o Jornal da Manhã divulgou o problema e quatro dias depois a Medex fez contato com o paciente e liberou uma caixa com 30 comprimidos. “Pensei que a suspensão tinha sido resolvida, mas só consegui aquela única caixa”.
A data de retorno para obter nova caixa era 13 de fevereiro, mas novamente o idoso perdeu viagem e voltou da Medex de mãos vazias. “Nenhuma explicação foi dada, como sempre. Apenas falaram que eu continuasse tentando. Eles deram um número para eu ligar, mas esse telefone nunca atende, então tenho voltado pessoalmente à farmácia toda semana”, contou Sebastião.
Sebastião de Brito está dependendo financeiramente dos filhos e não tem como assumir a compra do cilostazol que custa, em média, R$ 70,00 por caixa. De 2017 para 2018 já houve uma interrupção na entrega do remédio que durou pelo menos nove meses.