Seleção Brasileira de bobsled tem 3 marilienses na equipe junior

Maria Victoria (centro) e Gustavo Ferreira (à dir.) viajaram na última quinta-feira (dia 7), para a Áustria

Três marilienses fazem parte da delegação da Seleção Brasileira Junior (até 18 anos) de Bobsled e Skeleton, que vão buscar vaga para os Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno, em Lausanne, na Suíça, em 2020 (9 a 22 de janeiro). Gustavo dos Santos Ferreira, Maria Victoria Tayette Pietro Sanches e Jadson Soares compõem a equipe de seis integrantes da categoria junior. Os três foram aprovados na seletiva da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, realizada em novembro do ano passado.

Maria Victoria e Gustavo viajaram na última quinta-feira (dia 7), para a Áustria e hoje partem para São Moritz (Suíça), onde disputam uma competição preparatória no dia 15 (sexta-feira). No dia 23 (sábado) participam de um torneio em Konigssee, na Alemanha. Jadson não está com a delegação, porque teve problemas com seu passaporte e só participará dos treinos e campeonatos de preparação em abril, quando os trabalhos serão realizados nos Estados Unidos.

As competições que vão dar vagas para os Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno acontecem em outubro e novembro. Os três atletas de Marília fazem parte da equipe de atletismo da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude (SELJ) e ficaram surpresos com a aprovação na seletiva. “Foi uma surpresa, porque não sabíamos que era uma seletiva. Fizemos os testes sem saber do que se tratava e isso foi muito bom. Não acreditei quando meu treinador me disse que tinha passado na seletiva de ‘monobob’ (trenó para um) e que iríamos viajar para fora do País”, declarou Gustavo Ferreira, em entrevista ao JM por ‘Whatsapp’.

Assim como Gustavo, Maria Victoria estava em mais uma aula de atletismo, com o técnico Fabiano Gilberto e não sabia que estava sendo avaliada para integrar a equipe junior de bobsled. “Eu não sabia que era um teste. Meu técnico aplicou o exercício depois de um dia de treino na parte da manhã e disse para fazermos um teste à tarde. Quando ele me contou que eu tinha sido aprovado eu fiquei surpresa e em choque, mas muito feliz. Só fui acreditar quando já estava no avião”, relatou também por rede social ao JM.

Para o técnico de atletismo, Fabiano Gilberto, também não foi surpresa seus alunos terem sido aprovados no bobsled. “O atletismo é a base do bobsled, na preparação física e mental. Mais de 90% dos integrantes do bobsled vieram do atletismo”, explicou. O técnico é casado com Sally Mayara da Silva, integrante da Seleção Brasileira Adulta de Bobsled. Ela nasceu em Jaraguá do Sul-SC, mas reside em Marília há alguns anos.

Mantendo a tradição

Gustavo, Maria Victoria e Gustavo vão mantendo a tradição da cidade em ter representantes no bobsled. A Seleção Brasileira Adulta tem Edson Ricardo Martins, que está neste esporte do gelo há cinco anos e disputou duas Olimpíadas de Inverno: 2014 (Rússia) e 2018 (Coreia do Sul). “Estou muito feliz em saber que mais marilienses ingressaram no bobsled, pois não podemos deixar esse esporte morrer. Nosso legado tem que se passado adiante para as futuras gerações”, declarou Edson.

O bobsled é considerado a Fórmula 1 do gelo. A formação é com equipes de duas ou quatro pessoas que fazem corridas em estreitas trilhas de gelo com um trenó (formato de um carrinho). Já o skeleton é praticado individualmente onde o atleta desliza de bruços em um trenó (formato de uma prancha) sobre o gelo.