Estrelas como Christian Bale e Wagner Moura elevam teor pop do Festival de Berlim 2019

Estrelas do passado e do presente (e de sempre) como Catherine Deneuve, Elisabeth Moss (a sensação de “The Handmaid’s tale”), Diane Kruger, Casey Affleck, Chiwetel Ejiofor, Jonah Hill, Amy Adams, (o ganhador do Globo de Ouro) Christian Bale e Martin Freeman (o Dr. Watson de “Sherlock”) batem ponto na capital alemã desde a última quinta-feira (7). Essa turma vai dar um colorido pop ao 69º Festival

Estrelas do passado e do presente (e de sempre) como Catherine Deneuve, Elisabeth Moss (a sensação de “The Handmaid’s tale”), Diane Kruger, Casey Affleck, Chiwetel Ejiofor, Jonah Hill, Amy Adams, (o ganhador do Globo de Ouro) Christian Bale e Martin Freeman (o Dr. Watson de “Sherlock”) batem ponto na capital alemã desde a última quinta-feira (7). Essa turma vai dar um colorido pop ao 69º Festival de Berlim, cuja arrancada será com “The kindness of strangers”, da dinamarquesa Lone Scherfig (de “Educação”), abrindo a briga pelo Urso de Ouro, o cobiçado troféu do evento germânico presidido este ano pela atriz juliette Binoche. Briga essa que segue até o próximo dia 17 numa overdose de filmes, debates, neve e tapete vermelho.

Sob um frio de 3 graus, com chuvas recorrentes e vento cortante, a Berlinale, apelido local do evento, recebe uma esquadra de famosos brasileiros, com destaque para o cantor Seu Jorge, cujo rosto estampa o cartaz oficial do thriller “Marighella”, primeiro longa-metragem do ator baiano Wagner Moura como realizador. Os dois passarão pelo festival, que terá também Adriana Esteves, Bruno Gagliasso (ambos no elenco do filme de Moura), Marco Nanini (astro de “Greta”, que será exibido na seção Panorama) e Dira Paes, estrela de “Divino amor”, um ímã de elogios no Festival de Sundance, nos Estados Unidos.

Berlinale verde e amarela

Existe uma vocação histórica no Festival de Berlim, desde sua inauguração, em 1951, com uma sessão de “Rebecca, a mulher inesquecível”, de Alfred Hitchcock, em servir de painel para expressões autorais do mundo inteiro, com lugar cativo para a América Latina, em especial para o Brasil. Pois este ano, a Berlinale é verde e amarela de cabo a rabo: há 11 produções com o cinema nacional em seu DNA, incluindo a participação de “Marighella” na seleção oficial.

Além da saga do militante baiano que desafiou a ditadura militar, há outros oito filmes brasileiros no menu de Berlim: “Divino amor”, de Gabriel Mascaro; “Greta”, de Armando Praça; “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, de Marcelo Gomes; “Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai; “Rise”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca; “Querência”, de Helvécio Marins Jr.; “A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; e “Chão”, de Camila Freitas. Para fechar a conta, há ainda duas coproduções: “La arrancada” (com Cuba) e “Breve história del planeta verde” (com a Argentina). A vitrine é luminosa para nossa diversidade autoral.

Mas o brilho também é forte para um dos principais candidatos ao Oscar do ano: “Vice”, já em cartaz no Brasil. O que há de mais midiático, pensando-se em astros dos EUA, é a projeção de gala desta sátira ao governo dos EUA com o galês Christian Bale (o Batman da trilogia pilotada por Christopher Nolan) 20 quilos mais gordo, no papel do ex-vice da Casa Branca Dick Chenney. A produção já ganhou o Globo de Ouro e concorre a sete estatuetas na festa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, no próximo dia 24.