TJ nega recurso e mantém júri popular para dupla por morte de desempregado

Decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou recurso e manteve a pronúncia a júri popular o atendente David Pereira Vieira, o “Gêmeos”, e o pintor Giovane Bruno Caroccia, o “Pequeno”, pelo assassinato do desempregado Thiago Rodrigo de Santana, de 27 anos, em crime ocorrido em setembro de 2016, no bairro Maria Angélica, na zona Sul da cidade. Em setembro de 2017, a sentença de pronúncia a

Decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou recurso e manteve a pronúncia a júri popular o atendente David Pereira Vieira, o “Gêmeos”, e o pintor Giovane Bruno Caroccia, o “Pequeno”, pelo assassinato do desempregado Thiago Rodrigo de Santana, de 27 anos, em crime ocorrido em setembro de 2016, no bairro Maria Angélica, na zona Sul da cidade.

Em setembro de 2017, a sentença de pronúncia assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Samir Dancuart Omar, acolheu o pedido do Ministério Público e indiciou a dupla por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima).

A defesa dos réus apelou da decisão, mas por votação unânime os desembargadores da 6ª Câmara de Direito Criminal do TJ – Marcos Corrêa, José Raul Gavião de Almeira e Zorzi Rocha – rejeitaram as argumentações e manteve a decisão da Justiça de Marília.

Com a decisão “Gêmeos” e “Pequeno”, que estão presos, sentarão no banco dos réus do Tribunal do Júri de Marília em data ainda indefinida. Se condenada, a dupla pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.

Caso – O crime ocorreu no dia 6 de setembro 2016, numa residência abandonada na rua Manoel Mathias, no bairro Maria Angélica, na zona Sul da cidade. Santana foi morto com golpes de pauladas e com uma cinta. “A vítima foi encontrada com o rosto desfigurado e embrulhado no lençol”, disse a época o delegado Gilson Quintino de Souza.

Após o crime, os dois criminosos tentaram fugir pulando o muro de residências vizinhas, mas foram presos ainda nas proximidades. O pedaço de madeira e o cinto usados como arma no assassinato foram apreendidos no imóvel abandonado.