Saúde revisa plano de contingência e pede conscientização

Secretário Ricardo Mustafá diz que não há motivos para alarde, mas é preciso manter vigilância contra os criadouros O Estado de São Paulo está em alerta contra a dengue. Isso porque já há municípios paulistas com epidemia da doença. Também foi confirmada, em pelo menos 19 cidades, a circulação do vírus tipo 2, o que representa uma nova ameaça à população em geral e, principalmente, às pessoas já

Secretário Ricardo Mustafá diz que não há motivos para alarde, mas é preciso manter vigilância contra os criadouros
 
O Estado de São Paulo está em alerta contra a dengue. Isso porque já há municípios paulistas com epidemia da doença. Também foi confirmada, em pelo menos 19 cidades, a circulação do vírus tipo 2, o que representa uma nova ameaça à população em geral e, principalmente, às pessoas já tiveram o sorotipo 1 da doença. Por estes motivos, o secretário da Saúde de Marília, Ricardo Sevilha Mustafá, convocou nesta terça-feira (29) uma reunião para revisar o plano de contingência do município. O objetivo foi compartilhar informações e planejar a reação, caso ocorra a epidemia.
“Hoje temos uma situação de controle da doença. Não há motivo para alarde. Mas pelo cenário que vemos em São Paulo e vários Estados, pela projeção e estudos dos pesquisadores que trabalham com epidemiologia, o risco de epidemias em todo o país está elevado”, disse Mustafá.
Ele ressaltou ainda a preocupação, uma vez que Bauru (distante 100 km) tem elevado número de casos. “É indispensável que façamos ações mais efetivas, tanto do Poder Público quanto da população”, completou o secretário.
Conforme dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, o município de Marília teve quatro casos confirmados de dengue em 2019. O dado foi atualizado no dia 25 de janeiro. Novos resultados serão anunciados nesta sexta-feira (1º). “Todas as ações (bloqueio e nebulização) estão sendo feitas pelas nossas equipes próprias e da empresa contratada. Queremos que a população também faça a sua parte nessa luta. Para proteger a nossa saúde e evitar o tormento da dengue, precisamos fazer uma coisa simples: eliminar os criadouros”, disse o secretário.
“NOVO VÍRUS?”
O sorotipo 2 está presente no Brasil desde a década de 90, mas ainda não havia acometido a população paulista de forma expressiva, como o tipo 1. O perigo de ser contaminado com a doença mais de uma vez é que quando a pessoa já teve a dengue de um tipo e é contaminada com outro, existe maior risco de agravos. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, o vírus tipo 2 foi detectado este ano em Andradina, Araraquara, Barretos, Bauru, Bebedouro, Catanduva, Espírito Santo do Pinhal, Indiaporã, Ipiguá, Itajobi, Mirassol, Pereira Barreto, Piracicaba, Pirangi, Ribeirão Preto, Santo Antônio de Posse, São José do Rio Preto, Uchoa e Vista Alegre do Alto.
CONTINGÊNCIA
Em 2015, o município viveu uma grande epidemia de dengue com mais de 20 mil casos e quase 40 mortes. O plano de contingência de Marília prevê rápida mobilização, contratação de profissionais, criação de pólo para atendimento, entre outras medidas. A supervisora da Vigilância Epidemiológica de Marília, Alessandra Arrigoni Mosquini, lembra que o grande objetivo da Secretaria Municipal da Saúde, apesar do plano de contingência, é não precisar executar. “É um plano para epidemia que não irá acontecer, se contarmos com o apoio da população”, disse.