Paciente de AVC espera há dois meses por atendimento municipal

A usuária do SUS Isabel Pinto Bacará, acamada em função de um AVC (acidente vascular cerebral), deveria estar fazendo fonoaudiologia há dois meses e fisioterapia há 20 dias, conforme pedido médico. No entanto, a UBS Nova Marília ainda não conseguiu encaixar a paciente e informou que não há previsão para o atendimento. Isabel tem 63 anos e sofreu um AVC em função de aneurisma rompido. Ela passou do

A usuária do SUS Isabel Pinto Bacará, acamada em função de um AVC (acidente vascular cerebral), deveria estar fazendo fonoaudiologia há dois meses e fisioterapia há 20 dias, conforme pedido médico. No entanto, a UBS Nova Marília ainda não conseguiu encaixar a paciente e informou que não há previsão para o atendimento.
Isabel tem 63 anos e sofreu um AVC em função de aneurisma rompido. Ela passou dois meses internada no Hospital das Clínicas e recebeu alta com o pedido médico de fonoaudiologia imediata, mas dois meses depois a terapia ainda nem começou.
No último dia 3 de janeiro a paciente teve retorno médico no HC (Hospital das Clínicas) e recebeu novo pedido médico, desta vez para fisioterapia, mas esse atendimento também não foi agendado ainda.
Segundo o filho de Isabel, Emerson Ricardo Bacará, recepcionista, as duas solicitações médicas foram levadas de imediato até a UBS Nova Marília, que é a Unidade Básica de Saúde de referência para a residência da idosa. No entanto, o agendamento não foi feito.
“A UBS alegou que o recesso de fim de ano prejudicou a agenda, mas no dia 4 de janeiro voltamos à unidade com novo pedido médico, desta vez de fisioterapia, e, mesmo assim, nenhum atendimento foi feito até hoje. E nem há estimativa de quando minha mãe comece a ser atendida”, contou o filho.
Em função do AVC, Isabel Bacará está com a fala e os movimentos muito comprometidos e seu filho observou que a esperança de recuperação, ainda que parcial, fica mais distante a cada semana que passa sem atendimento. “O braço dela está cada vez mais atrofiado, enrijecido. Ela sente dores e não consegue falar uma palavra. Segundo o médico do HC, minha mãe tinha que estar fazendo fonoaudiologia três vezes por semana e fisioterapia, duas”, comentou.
Falta medicação e orientação
Os medicamentos da paciente também tiveram que ser comprados. “Meu tio foi até a UBS Nova Marília para pegar os remédios com a mesma receita, conforme o próprio médico havia orientado, mas a equipe não aceitou. Então meu tio voltou à tarde na mesma unidade para conseguir uma receita nova com o médico do posto, mas quando foi pegar a medicação, a equipe informou que os remédios estavam em falta. Não sei porque não disseram antes e fizeram meu tio ir duas vezes até a UBS, renovar a receita, se não conseguiria o remédio de qualquer jeito”.
Posicionamento do Município
A Secretaria Municipal da Saúde informa “que os encaminhamentos para as especialidades de fisioterapia e fonoaudiologia estão nos serviços competentes, para que o atendimento seja agendado e ofertado, sem prejuízo ao tratamento da usuária”.