CAMINHO DO TÍTULO – 40 ANOS: Marília estreou dia 7 com Atlético-MG

MAC estava no ‘Grupo 2’ da Copinha com: Atlético-MG, Brasília-DF e Corinthians

Jorge Luiz

 

O caminho do Marília Atlético Clube (MAC) para o título da Copa São Paulo Junior de 1979 começa no dia 7 de janeiro (completa 40 anos amanhã), contra o Atlético-MG, que já tinha conquistado dois títulos da Copinha (temporadas 1975 e 76). A partida aconteceu no estádio da Polícia Militar, no bairro de Tatuapé, em São Paulo. Naquela época a competição teve a participação de 16 agremiações e as partidas eram realizadas somente na capital e cidades da região metropolitana.

O Maquinho estava no ‘Grupo 2’, ao lado de Atlético-MG, Brasília-DF e Corinthians. O sistema era o mesmo de hoje, todos jogavam entre si em turno único e os dois primeiros colocados avançam. As outras três chaves eram compostas por: São Paulo, Vasco-RJ, Portuguesa e Internacional-RS (campeão de 1978) no ‘Grupo 1’; Palmeiras, Londrina-PR, Juventus e Cruzeiro-MG no ‘Grupo 3’; e Santos, Fluminense-RJ, Nacional e Grêmio-RS no ‘Grupo 4’.

A estreia contra o Atlético-MG terminou empatada em 1 a 1. “Aquele jogo foi dramático. Estávamos perdendo de 1 a 0 e o adversário ficava só se segurando na defesa. Faltando 10 minutos para acabar o jogo eu olhei para o banco de reservas e vi o Roberto (atacante) esfregando às mãos, ansioso para entrar então resolvi colocá-lo, no lugar de Edinho”, lembrou o técnico Walter Zaparolli.

O treinador recorda que não se arrependeu da modificação e disse que presenciou o gol mais bonito da Taça São Paulo. “Aos 43 minutos, o Roberto arrancou pela esquerda, passou por dois marcadores, deu um chapéu no zagueiro e de fora da área virou um chute de voleio, que entrou no canto do goleiro. Desde então ele não deixou mais de ser o titular”, declarou.

Zaparolli enfatizou que estava confiante na classificação do MAC para a próxima fase. “Eu tinha assistido o jogo entre Corinthians e Brasília, que eram nossos dois próximos adversário e percebi que nenhum deles era muito superior a nós”. Naquele duelo o Timão venceu por 1 a 0.

O jogo

A reportagem JM reproduziu a matéria do jogo feita pela Folha de São Paulo, com o título “Brios do Marília”. Dois lances semelhantes acabaram determinando o empate de 1 a 1 entre o Marília e o Atlético-MG ontem à tarde (dia 7), no estádio da Polícia Militar, quando os dois fizeram sua estreia na Copa São Paulo de Futebol Juvenil. Um em cada tempo do jogo.

O primeiro, aos nove minutos de jogo, assegurou por quase toda a partida a vantagem do Atlético-MG: Tatau bateu da direita uma falta sofrida por ele mesmo, o quarto zagueiro Marcos (Marília) tentou rebater, mas acabou furando e tirando a visão do goleiro Luiz Andrade, a bola sobrou para o centroavante Francisco, que só teve o trabalho de tocar de cabeça para o fundo das redes (1 a 0).

Este gol mexeu com os brios dos jogadores do Marília, que até então mostravam bastante timidez e insegurança. O time foi todo para frente e, mesmo de maneira desordenada, passou a dominar o adversário, obrigando-o a recuar todo para o seu campo.

O Marília, no entanto, não conseguia marcar. Criava chance em cima de chance, mas a zaga do Atlético-MG defendia-se com precisão e categoria. No segundo tempo o domínio do Marília era maior ainda, mas o gol de empate só surgiu aos 35 minutos. Desta vez uma falta pela esquerda, que Marcos bateu levantando para Deléo, que imediatamente lançou Roberto Plaza. O centroavante dividiu com dois zagueiros e chutou forte cruzado na saída de Camilose (goleiro). Sem chance de defesa.

 

Ficha técnica:

 

Local: Estádio da Polícia Militar (Tatuapé), em São Paulo

Árbitro: Raimundo Lázaro Profício

Gols: Roberto Plaza 35/2T (Marília); Francisco 9/1T (Atlético-MG)

 

Marília – Luiz Andrade; Fernando, Júlio, Marcos e Deléo; Amadeu (Edson), Carlos Alberto Borges e Jair; Luís Silvio, Roberto (Roberto Plaza) e Peri. Técnico: Walter Zaparolli.

 

Atlético-MG – Camilose; Niltinho, Rogério, Luís Carlos e Élder; Marcão, Tatau (Moura) e Joãozinho; Vanderlei, Francisco e Túlio.