Sem local para descarte, donos de empresas procuram Ministério Público

Proprietários de empresas de caçambas que integram a Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas), estiveram ontem em reunião na sede do Ministério Público Estadual para pedir solução para falta de local para descarte do entulho de material de construção. Ontem os caçambeiros não puderam trabalhar, já que o local que eles estavam utilizando no Distrito Industrial foi fechado

Proprietários de empresas de caçambas que integram a Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas), estiveram ontem em reunião na sede do Ministério Público Estadual para pedir solução para falta de local para descarte do entulho de material de construção.
Ontem os caçambeiros não puderam trabalhar, já que o local que eles estavam utilizando no Distrito Industrial foi fechado porque não tem  mais capacidade para receber entulho.
A reunião contou com a presença da advogada da Amelca, Daniele de Abreu Suzuki, e de um representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A Amelca  propõe a realização de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Prefeitura com objetivo de solucionar a situação da falta de local. O promotor do Meio Ambiente, José Alfredo de Araújo Sant’ana deve abrir ação civil pública contra Prefeitura para pedir a solução do problema.
Com a interdição do aterro de Lácio pela Cetesb, que vinha sendo usado desde o ano passado para descarte de material coletado pelas caçambas, os proprietários das empresas de caçambas estavam levando o entulho em uma área no distrito industrial, na zona norte, desde outubro.
Ontem, os caçambeiros não puderam trabalhar porque o local no distrito industrial esgotou a capacidade de  utilização e não pode mais receber entulho. Os proprietários de empresas de caçambas reclamam que falta uma máquina usada para compactação do entulho na área. Valdeir Fernandes, presidente da Amelca, afirma que há alguns anos a Prefeitura cedia a máquina mas depois que o equipamento quebrou a Prefeitura não fez o reparo.
Os donos de empresas de caçambas não consideram justo se responsabilizarem sozinhos pela coleta do entulho de material de construção e pela triagem do material, já que a área  também recebe descarte de material de empresas terceirizadas que prestam serviço para Prefeitura. “Não negamos a responsabilidade das empresas, mas precisamos de um trabalho em conjunto”, disse.
Em razão dos problemas encontrados no aterro de Lácio, a Prefeitura foi notificada pela Cetesb várias vezes e chegou a ser multada quatro vezes, totalizando R$ 260 mil em multas. A reportagem do Jornal da Manhã encaminhou email para Prefeitura solicitando posicionamento sobre a situação dos caçambeiros  mas não obteve resposta.