Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso "ensaiam" par romântico de novela em filme por "coincidência"

Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso brincam que não se aguentam mais. Mas a convivência, que se intensificou nos últimos anos, ainda deve durar longos meses em "O Sétimo Guardião", próxima novela das 21h da TV Globo, que estreia na próxima segunda-feira (12).

Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso brincam que não se aguentam mais. Mas a convivência, que se intensificou nos últimos anos, ainda deve durar longos meses em "O Sétimo Guardião", próxima novela das 21h da TV Globo, que estreia na próxima segunda-feira (12).

Antes, eles chegam ao cinema nesta quinta-feira (8) como os recém-casados Ana e Chico de "Todas as Canções de Amor". Uma espécie de ensaio para o romance que viverão na TV.

"A gente se conhecia e já tinha intimidade antes de trabalharmos juntos", conta o ator. Os dois dizem que a proximidade chega a ser "chata" no set, quando se estendem em gargalhadas por alguma piada qualquer. "Fica meio constrangedor", acrescenta.

O par foi escolhido por "coincidência" para o filme, antes do anúncio da novela, segundo a diretora Joana Mariani, que avalia: "A química deles ajudou muito o filme. E acho que, talvez, isso seja parte da razão que levou à escolha deles como casal na novela. Mas, se isso vai ajudar na bilheteria, só vamos poder dizer depois da estreia."

Marina e Bruno também já tinham estrelado juntos uma campanha publicitária.

Dilemas da vida real

Em "Todas as Canções", eles refletem sobre os desafios do início de um casamento nos tempos de hoje, enquanto Clarice (Luiza Mariani) e Daniel (Julio Andrade) vivem um processo de separação nos anos 1990.

As duas histórias são conectadas por uma fita cassete com clássicos românticos da música brasileira: de Chico Buarque a Leandro e Leonardo, passando por Gilberto Gil (que faz uma participação) e banda Kaoma (aquela da lambada "Chorando se foi"). "A música é um personagem da história", explica Bruno.

Ambos os casais também têm o mesmo cenário: um apartamento no centro de São Paulo. "É um filme sobre prestar atenção nas necessidades do outro. E é atemporal, tenho certeza de que, em dez anos, vai continuar sendo atual", define Marina. Em seu primeiro grande trabalho no cinema, ela precisou fumar um cigarro pela primeira vez.

Já com os dilemas de sua personagem, tinha certa familiaridade. A atriz de 23 anos também se casou recentemente com o empresário e piloto da Stock Car Alexandre Negrão, 33.

"Tem uma coisa que também falo para o meu marido, que é um pouco do que Ana e Chico vivem: 'Amor, você vai ter que ter paciência porque posso ser madura para algumas coisas, mas, para outras, ainda sou uma menina, vou ter que aprender com você'. É bonito porque o filme fala disso, de ter tolerância e de aprender com o outro", diz a atriz.

Para a diretora Joana Mariani, o filme, que chega pós-eleições, pode ser beneficiada por um momento em que "as pessoas não querem ver filmes sobre violência ou política". Um fenômeno que, na opinião dela, alavancou outras tramas melosas no Brasil, como "Nasce uma Estrela". "Estamos vivendo tão agoniados. Talvez seja um alívio".