Pronto-Socorro vive superlotação e pede apoio aos órgãos de regulação

O Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas vive superlotação de pacientes e destaca a redução do número de leitos hospitalares disponibilizados pelos gestores municipais e estadual entre os fatores geradores do problema. A instituição ressaltou que solicita apoio dos órgãos de regulação continuamente. A superintendente do HC/Famema, Paloma Libanio Nunes, ressaltou que a superlotação nos serviços de

O Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas vive superlotação de pacientes e destaca a redução do número de leitos hospitalares disponibilizados pelos gestores municipais e estadual entre os fatores geradores do problema. A instituição ressaltou que solicita apoio dos órgãos de regulação continuamente.
A superintendente do HC/Famema, Paloma Libanio Nunes, ressaltou que a superlotação nos serviços de emergência é um fenômeno contemporâneo, de natureza complexa e que envolve diversos fatores. “Está presente, não somente na região de Marília, mas também em outras regiões do Brasil e vários países do mundo”.
Segundo a superintendente, as causas abrangem elementos intra-hospitalares e extra-hospitalares. “Em relação às causas intra-hospitalares, a gestão do HC/Famema está empenhando todos os esforços na busca de ampliar o acesso dos pacientes ao nosso serviço e prestar um cuidado humanizado, responsável e de qualidade à nossa população”.
Paloma Nunes citou a otimização das agendas cirúrgicas; a estruturação da alta responsável; o fortalecimento do Núcleo Interno de Regulação – NIR (com a otimização dos leitos e proposição de leitos de rotatividade de 72 horas), além de outras ações em processo de estruturação como: implantação do escritório de alta e do plano de capacidade plena, sendo estas, propostas para melhorias dos fluxos internos.
“Todos os dias em que a Unidade de Emergência Adulto do HC/Famema apresenta superlotação, são emitidos, pela Superintendência, ofícios à Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde – CROSS, Departamento Regional de Saúde de Marília – DRS IX, UPA, SAMU e Secretaria Municipal da Saúde de Marília. Apresentamos a situação e solicitamos apoio dos órgãos de regulação. Esta tem sido uma prática realizada há anos”, frisou a superintendente.
A redução do número de leitos hospitalares disponibilizados pelos gestores municipais e estadual e o crescimento populacional em 5% ao longo dos últimos dez anos são levantados pela instituição como importantes fatores geradores da superlotação, considerados causas extra-hospitalares.
“Neste sentido, o HC/Famema também está se mobilizando, buscando melhorias no fluxo da Rede de Atenção de Urgência e Emergência – RUE, discutindo e repactuando os papeis e responsabilidades dos serviços que integram esta Rede”.
Outros movimentos também têm sido realizados, como a participação em conselhos municipais, reuniões de câmara técnica e de comissões intergestores regionais para discussão dos problemas enfrentados pela instituição.
O HC/Famema é uma autarquia do Estado, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, sendo referência em média e alta complexidade para 62 municípios.
“A Rede Regional de Atenção à Saúde – RRAS 10 compreende uma população estimada em 1,2 milhão de vidas. Apesar de não termos a infraestrurura e logística mais adequada para o atendimento dos pacientes, não medimos esforços na busca incessante para melhorar cada vez mais os serviços de saúde pública, primando pelo seu aperfeiçoamento em todos os aspectos”, frisou a superintendente do Hospital das Clínicas.