Equipe do “Disque 100” tem encontro na Saúde; serviços atuam em parceria

Marília registra todos os meses cerca de 30 denúncias de violações aos Direitos Humanos por meio do “Disque 100”. A central funciona em Brasília e recebe ligações identificadas ou anônimas com relatos de abandono, abusos e exploração sexual, privação de liberdade, exploração econômica e outras formas de violência física ou psicológica. No município, a central é integrada à Secretaria de Direitos H

Marília registra todos os meses cerca de 30 denúncias de violações aos Direitos Humanos por meio do “Disque 100”. A central funciona em Brasília e recebe ligações identificadas ou anônimas com relatos de abandono, abusos e exploração sexual, privação de liberdade, exploração econômica e outras formas de violência física ou psicológica. No município, a central é integrada à Secretaria de Direitos Humanos.
A equipe que faz a triagem das denúncias em Marília, em visita à Secretaria Municipal da Saúde, esclareceu sobre o atual modelo de trabalho. O objetivo foi estreitar laços e discutir os fluxos, já que, em parte das denúncias, há também vulnerabilidades que precisam ser verificadas pela Saúde.
Renato Augusto Micheletti, secretário de Direitos Humanos em Marília, explicou que no passado recente, antes da pasta ser instituída na cidade, a Central em Brasília já funcionava mas, sem a triagem, casos poderiam ficar sem resposta.
“Eles (central) disparavam pelo sistema, automaticamente, para várias instituições na cidade mencionada. Não havia uma organização local e havia o risco de um serviço achar que outro estava atendendo, e simplesmente ninguém atender”, disse o secretário.
Atualmente, com a triagem organizada pela equipe multiprofissional (assistente social, enfermeira e psicóloga) a secretaria de Direitos Humanos não apenas direciona para os serviços mais indicados (Polícia Judiciária, Conselho Tutelar, Ministério do Trabalho, Saúde, Assistência Social, entre outros), como também registra a providência que foi tomada na conclusão do processo de apuração.
“Entre tantas checagens é que descobrimos alguns casos realmente muito graves. Mas há muitos casos que a informação não procede. Por exemplo, tem situações em que a pessoa liga e relata que um determinado morador está gritando com um idoso e trancando em casa. Quando vamos ver, a pessoa tem surdez e Alzheimer. Falta uma orientação, mas não há necessariamente uma violação”, explicou Renato.
EM REDE
A secretária municipal da Saúde, Kátia Santana, destacou a importância do serviço federal “Dique 100” e lembrou que está havendo maior notificação de violências, inclusive constatada em unidades de saúde no ato de atendimento.
Para se ter uma ideia desse aumento de notificações, no caso de violências e exploração Infantil, em 2017 a Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do município notificou 83 casos, ante a 42 registros no ano anterior.
“É um instrumento fundamental que precisamos defender e fortalecer por meio de um trabalho efetivo de triagem e atendimento. A Saúde é parceira nesse processo e esperamos que a sociedade reconheça esse instrumento, divulgando ainda mais o Dique 100”, disse Kátia Santana.