Sindicato dos Motoristas deflagra greve

O Sindicato dos Motoristas deflagrou greve ontem. A notificação foi feita ao Ministério do Trabalho, à Prefeitura e às duas empresas responsáveis, Sorriso Marília e Grande Marília. O transporte público vai parar no dia 8, data definida pelo sindicato por ser após a eleição. O motivo é o retrocesso nas negociações de reajuste salarial. A data-base dos motoristas do transporte público é 1º de maio.

O Sindicato dos Motoristas deflagrou greve ontem. A notificação foi feita ao Ministério do Trabalho, à Prefeitura e às duas empresas responsáveis, Sorriso Marília e Grande Marília. O transporte público vai parar no dia 8, data definida pelo sindicato por ser após a eleição. O motivo é o retrocesso nas negociações de reajuste salarial.
A data-base dos motoristas do transporte público é 1º de maio. Desde então houve quatro rodadas de negociação, sendo que as três primeiras tinham avançado para 1,69% de reajuste de inflação e mais R$ 21,00 no tíquete-alimentação, indo de R$ 229,00 para R$ 250,00.
No entanto, a última rodada, no dia 20 deste mês, no Ministério do Trabalho, segundo a categoria foi de retrocesso. As empresas recuaram na proposta e se posicionaram contra qualquer aumento no salário e no tíquete. Os quase 300 motoristas que trabalham em 125 ônibus em Marília não receberiam nenhum reajuste.
“Votamos à estaca zero e jamais aceitaríamos essa imposição. Nosso posicionamento foi contra e não houve acordo, por isso estamos deflagrando greve”, afirmou o diretor do Sindicato dos Motoristas, Aparecido Luiz dos Santos. A entidade tem alcance regional, mas esta greve é municipal.
Na última sexta-feira o aviso de greve foi levado ao conhecimento da população no Terminal Urbano. E ontem o sindicato entregou a notificação à Prefeitura, ao Ministério do Trabalho e às empresas responsáveis pelo transporte público de Marília.
“A população sabe do respeito que temos por ela, contudo, é chegada a hora também de lutar por nossos direitos, pelo momento que estamos enfrentando no país, às vésperas de uma eleição nacional. Pedimos de público que as empresas reconsiderem sua posição e retomem negociação. Para tanto, estamos no aguardo de manifestação das mesmas até as 16 horas de sexta-feira (dia 5)”, mencionou o presidente do sindicato no documento de notificação.