OAB Marília orienta para presença de advogados em audiências no Cejusc

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marília realiza uma campanha orientando a população e profissionais do Direito para que todas as partes sempre estejam acompanhadas de advogados em qualquer audiência realizada no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos). A ideia é garantir que a justiça seja feita, bem como que a advocacia e a Constituição Federal sejam respeitadas. A campanha é um

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marília realiza uma campanha orientando a população e profissionais do Direito para que todas as partes sempre estejam acompanhadas de advogados em qualquer audiência realizada no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos). A ideia é garantir que a justiça seja feita, bem como que a advocacia e a Constituição Federal sejam respeitadas.
A campanha é uma iniciativa da Comissão de Valorização da Advocacia, que mandou confeccionar cartazes com os dizeres “Cejusc: Acordo? Só com a presença de um advogado”. Os impressos estão espalhados pela cidade, principalmente em prédios públicos e áreas estratégicas para visibilidade. A ação também acontece por meio de redes sociais, com o compartilhamento espontâneo e de modo institucional nas páginas e grupos da 31ª Subseção.
O presidente da OAB Marília, Marlúcio Bomfim Trindade, explica que em todos os eventos que tem participado - sejam palestras e oficinas na Casa do Advogado, ou cerimônias oficiais, como recentemente na Câmara de Vereadores - tem feito um apelo sobre o tema aos militantes da advocacia.
“Tenho solicitado pessoalmente aos colegas que, se a outra parte estiver desacompanhada de advogado em audiência do Cejusc, neguem a realização da conciliação e a declarem infrutífera ou peçam pra redesignar. Só aceitem participar de audiências onde todos estejam assistidos por advogados”, diz Marlúcio.
O entendimento da Ordem dos Advogados do Brasil é de que “não se faz justiça sem a advocacia”. Os advogados são fundamentais para garantir que os acordos que serão fechados são bons para as partes, não provocam injustiças ou levam a termos que resultarão em arrependimento. Quando isso acontece, todo o trabalho conciliatório é perdido e a judicialização acaba se tornando inevitável.
“Além de campo fértil para injustiças, os acordos mal feitos significam perda de tempo e de recursos públicos. Ainda que a Legislação permita a realização de acordos no Cejusc, nós, advogados, não podemos aceitar isso. A constitucionalidade dessa permissão, inclusive, está sendo questionada juridicamente. Devemos sempre lutar por uma Justiça, de fato, justa”, completa o presidente da OAB Marília.