Candidata Lisete Arelaro faz palestra na Unesp

A professora Lisete Arelaro, candidata ao governo de São Paulo pela coligação PSOL-PC B, esteve ontem em Marília, onde ministrou palestra no auditório da Unesp. Professora na Faculdade de Educação da USP, Lisete Arelaro já atuou no governo de Luiza Erundina e foi secretária da Educação em Diadema. Em 2002 foi candidata a deputada estadual pelo PT e obteve cerca de 38 mil votos. É a primeira vez

A professora Lisete Arelaro, candidata ao governo de São Paulo pela coligação PSOL-PC B, esteve ontem em Marília, onde ministrou palestra no auditório da Unesp. Professora na Faculdade de Educação da USP, Lisete Arelaro  já atuou no governo de Luiza Erundina e foi secretária da Educação em Diadema.
Em 2002 foi candidata a deputada estadual pelo PT e obteve cerca de 38 mil votos. É a primeira vez que disputa uma eleição majoritária. Entre as várias propostas para  segurança pública, mobilidade e saúde, Lisete Arelaro coloca a educação como área que necessita de profundas mudanças no Estado.
“No estado de São Paulo temos uma situação muito complicada que é o fechamento de salas de aula praticamente em todos os municípios. Essa é uma tarefa que temos que retomar, estruturando as escolas”, disse.
A valorização do professor é outra proposta de governo da professora. “O estado de São Paulo tem um grave problema desde o governo Serra, com um ensino praticamente pré-programado para os alunos tirarem nota no Saresp mas não sabem português nem matemática, não sabem ler nem escrever”.
A candidata aponta que o Observatório da Educação mostra que no Brasil o professor ganha 40% menos do que ganharia em outra profissão com a mesma titulação. “É preciso valorizar o professor, aumentar o salário, destinar mais recursos para as escolas”, disse.
Lisete Arelaro disse que foi motivada a se candidatar ao governo de São Paulo, depois que os deputados aprovaram a PEC 55/241 (chamada PEC do Fim do Mundo), que congelou os gastos públicos por 20anos, prejudicando áreas essências como saúde e educação pública. “Se mais de 300 deputados votaram pelo retrocesso e  também aprovaram a reforma trabalhista tirando muitos direitos dos trabalhadores, achei que não deveria ficar parada em casa. Coloquei meu nome no partido para concorrer e fui aprovada “, disse a professora.