Univem e universidades parceiras levam Conpaz

O Centro Universitário Eurípides de Marília – Univem e a Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP; representando o Brasil, juntamente com a Universidad Católica Sede Sapientae do Peru – UCSS e Universidad Catolica de Colombia – UCC organizam e participam nos dias 11 e 12, na UCC, com sede em Bogotá, do III Congresso da Paz - ConPaz, evento que nasceu em Marília, em 2016, e que teve como anf

O Centro Universitário Eurípides de Marília – Univem e a Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP; representando o Brasil, juntamente com a Universidad Católica Sede Sapientae do Peru – UCSS e Universidad Catolica de Colombia – UCC organizam e participam nos dias 11 e 12, na UCC, com sede em Bogotá, do III Congresso da Paz - ConPaz, evento que nasceu em Marília, em 2016, e que teve como anfitrião o Univem. Por conta da conferência, Marília se tornou a Capital Latino Americana da Paz; título que este ano será conferido a cidade sede – Bogotá. Pesquisadores e professores de 10 países da América Latina farão palestras no evento. O Brasil irá participar com 12 professores, entre eles, o Pró-Reitor de Pós-Graduação Pesquisa e Extensão do Univem, Prof. Dr. Lafayette Pozzol; que integrou o grupo que idealizou e realizou em 2016, o I ConPaz no Univem, e a Pró-Reitora de Graduação do Univem, Profª Drª Raquel Ferraroni Sanches.
Segundo defende o Prof. Lafayette Pozzoli, o mundo carece de paz e na América Latina não é diferente. “As universidades têm o compromisso de ajudar a sociedade na solução do problema, refletindo sobre as causas da violência que costuma afugentar a paz. A Colômbia deu um exemplo ao mundo de como pode ser construída a paz, logo, realizar um congresso sobre o tema da paz com a presença de inúmeros professores universitários, estudantes, pesquisadores é um trabalho muito importante. Agradeço a Universidade Católica da Colômbia por estar sediando um congresso, e em especial ao o Professor Jaime Cubides”, destacou.
A Pró-Reitora de Graduação do Univem, Profª Drª Raquel Ferraroni Sanches irá ministrar a palestra intitulada “A busca pela formação humanista para o ensino jurídico”, que discutirá a valiosa e necessária aproximação da Educação com o Direito. Segundo ela, é inegável que a união entre Direito e Educação pode favorecer a promoção de justiça social, o que incentiva, constantemente, a busca pela superação de modelos ineficientes de ensino. De acordo com sua pesquisa e experiência docente, pensar o Direito como possibilidade de transformações é pensar o Direito capaz de observar e analisar os problemas sociais em busca de alternativas para combater a exploração e a exclusão social.  “É na sala de aula que nascem as práticas jurídicas que serão a pedra mestra para a construção de uma sociedade equitativamente melhor”, frisou. Alunos da graduação e mestrado do curso de Direito do Univem também estarão representando a instituição no evento internacional.
DIÁLOGO - O objetivo do III ConPaz é promover, com a sociedade, um diálogo interdisciplinar para a construção da paz, da prevenção da violência, da preservação da democracia e do desenvolvimento humano, dentro de um espírito gentil e fraterno, de forma que o tema atinja as diversas instâncias do poder na gestão de conflitos políticos, sociais e econômicos.
A exemplo dos dois primeiros congressos, encerrando o III Conpaz será entregue uma carta à Bogotá/Colômbia (Carta de Bogotá pela Paz Mundial 2018), reafirmando os mandamentos da Carta de Marília pela Paz Mundial, de 22 de maio de 2016, e da Carta de Lima Norte pela Paz Mundial, de 6 a 8 de setembro de 2017 . O documento sela o compromisso da cidade sede de manter “o mesmo propósito de trabalhar obstinadamente pela paz na América Latina e no mundo”.
Carta de Bogotá pela Paz Mundial - Os organizadores e participantes do V Congreso Internacional de Derechos Humanos y Derecho Internacional Humanitario y III Congreso por la Paz, reunidos na cidade de Bogotá/Colômbia, de 11 a 12 de setembro de 2018, reafirmando os mandamentos da Carta de Marília pela Paz Mundial, de 22 de maio de 2016, e da Carta de Lima Norte pela Paz Mundial, de 6 a 8 de setembro de 2017, mantendo o mesmo propósito de trabalhar obstinadamente pela paz na América Latina e no mundo; reconhecendo a importância do diálogo entre os povos e rechaçando atos de terror e de violência; posicionando-se contra qualquer tipo de disseminação do ódio, discriminação e marginalização; acordaram em prol da paz e da justiça duradouras:
-Reafirmar que a paz há de ser construída paulatinamente por intermédio da cooperação dialógica entre os povos para progresso da humanidade e efetivação de direitos humanos; -Clamar pela observância de acordos internacionais humanitários e pela busca da solução pacífica dos conflitos, da defesa da paz e da concessão de asilo político;
-Rechaçar firmemente o terrorismo, o racismo e as ideologias violentas, de ditadura, de fanatismo e ódio; -Reiterar a educação, lastreada em valores democráticos, como direito humano fundamental e como condição sine qua non para a construção de uma sociedade livre, justa, fraterna e pacífica;
-Lutar pela erradicação de todas as formas de desigualdade e preconceito relativos a raça, cor, sexo, origem, cultura e crenças, reconhecendo a importância de ações protetivas de grupos vulneráveis com o fim de lhes proporcionar igualdade de participação democrática; -Reconhecer o caráter humanitário e social do problema dos deslocados internos e refugiados na América Latina e no mundo, repudiando ações tendentes à expulsão por motivo de raça, crença, nacionalidade, grupo social a que pertence ou opiniões políticas; -Declarar a necessidade de maior efetividade na proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado em favor das presentes e futuras gerações; Prevenir e erradicar a miséria e a marginalização, condenando com vigor relações de trabalho que submetem os mais necessitados a situação análoga à condição de escravo;
-Estimular a cooperação nacional e internacional no combate à corrupção nos Estados e nas organizações em geral; -Apoiar melhorias nos sistemas prisionais da América Latina para que logrem alcançar sua função ressocializadora com respeito a direitos humanos e práticas restaurativas no cárcere.