Pedido de isonomia é protocolado no MP

Os trabalhadores da Famema protocolaram um abaixo-assinado no Ministério Público com quase duas mil adesões requerendo a isonomia salarial e a incorporação das gratificações no salário base. Ontem um ato público foi realizado em frente à instituição e ao Hospital das Clínicas em sinal de protesto. O movimento teve o apoio do Sinsaúde (sindicato da categoria). Quase dois mil funcionários do Complex

Os trabalhadores da Famema protocolaram um abaixo-assinado no Ministério Público com quase duas mil adesões requerendo a isonomia salarial e a incorporação das gratificações no salário base. Ontem um ato público foi realizado em frente à instituição e ao Hospital das Clínicas em sinal de protesto. O movimento teve o apoio do Sinsaúde (sindicato da categoria).
Quase dois mil funcionários do Complexo Famema não foram incluídos como servidores públicos quando a instituição foi estadualizada. Atualmente apenas 600 trabalhadores são servidores.
O abaixo-assinado e o ato público reivindicam a inclusão de todos os trabalhadores nesse quadro do Estado, para que tenham os mesmos benefícios, salários, reajustes e garantias. A reivindicação foi levada ao MP e será apresentada ao Ministério do Trabalho e ao poder legislativo municipal.
O Sinsaúde redigiu uma carta aberta à população e autoridades, onde, junto com a AFFMESM (Associação dos Funcionários), APUF (Associação dos Profissionais Universitários) e AD (Associação dos Docentes), expõe os problemas da categoria.
Os funcionários da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) prestam serviços de atendimento à população de Marília e Região em todas as unidades de saúde que abrange o Complexo Famema. Trabalhando junto com os funcionários da empresa Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marilia).
No entanto, a carta informa que, embora prestem as atividades nos mesmos locais com a mesma jornada de trabalho, exercendo as mesmas funções, há considerável diferença de remuneração e outros tratamentos.
A carta aberta reivindica igualdade na incorporação das gratificações no salário base; na regularização da insalubridade, com a majoração do percentual de 20% para 40% de alguns setores; e na regularização da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) dos motoristas.
Além da alteração da função de auxiliar de enfermagem para técnico de enfermagem para os funcionários que possuem a qualificação e consequente alteração salarial. “Não é cabível o tratamento desigual a trabalhadores”, destacou o Sinsaúde no documento, por meio do presidente Aristeu Carriel, na carta aberta a toda sociedade.