Município está sem oferta de exames de imagem

A rede municipal de saúde está sem oferta de exames de imagem. O Jornal da Manhã recebeu queixas sobre gestantes com falhas de pré-natal por conta disso e de outros pacientes, como um menino de 12 anos que só conseguiu o exame depois que o pai fez a denúncia publicamente. A Secretaria Municipal da Saúde faz o encaminhamento dos atendidos na rede básica que passam por consulta médica e têm necessi

A rede municipal de saúde está sem oferta de exames de imagem. O Jornal da Manhã recebeu queixas sobre gestantes com falhas de pré-natal por conta disso e de outros pacientes, como um menino de 12 anos que só conseguiu o exame depois que o pai fez a denúncia publicamente.
A Secretaria Municipal da Saúde faz o encaminhamento dos atendidos na rede básica que passam por consulta médica e têm necessidade de exames de imagem. No entanto, no momento, a Prefeitura está sem prestador de serviços nessa área porque não existe contrato vigente.
A licitação está em andamento, mas teria havido problemas que resultaram em atraso. O aparelho da UBS Alto Cafezal, por sua vez, está parado, com uma placa queimada e o conserto não teria sido solicitado.
O designer gráfico Adalberto Vaz acionou o Jornal da Manhã na semana passada após 45 dias tentando agendar um exame de imagem pelo SUS para o filho de 12 anos, conforme pedido médico. Somente depois que o JM procurou a Administração Municipal, o agendamento foi feito para última segunda-feira, mediante uma compra emergencial pela Administração Municipal em uma clínica particular da cidade. Antes disso, o procedimento tinha sido negado.
O pedido médico, de 3 de julho, incluía dois exames, a cintilografia, realizado sem problemas, e o EED, de imagem, que avalia esôfago, estômago e duodeno. “A Secretaria da Saúde informou apenas que será feita licitação e não encaminhou meu filho para o agendamento nem em Marília, nem fora da cidade”, lembrou o pai da criança.
A pasta de Saúde chegou a sugerir desistência aos pais do menino, recomendando que se apoiassem apenas no primeiro exame para a volta ao médico. No entanto, Adalberto Vaz salientou que foi orientado na consulta da importância do EED para a precisão do diagnóstico. Adalberto Vaz resolveu fazer a denúncia ao Jornal da Manhã e algumas horas após o JM fazer contato com a assessoria de imprensa da Administração Municipal, a mãe do menino recebeu uma ligação da Secretaria da Saúde informando que o exame seria feito pelo SUS em clínica particular, o que aconteceu de fato na última segunda. O JM procurou a Administração Municipal sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.