Prefeito sugere cinco possíveis áreas para o AME, ao invés do Bloco 10

O prefeito Daniel Alonso (PSDB) assinou ofício ontem reiterando o pedido do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) ao Governo do Estado. No documento, ele lista cinco possíveis áreas públicas (quatro delas ociosas) para a implantação. Ao invés do Bloco 10 (na Unimar), que foi colocado como condição pelo deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB) e o ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB). “A Saú

O prefeito Daniel Alonso (PSDB) assinou ofício ontem reiterando o pedido do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) ao Governo do Estado. No documento, ele lista cinco possíveis áreas públicas (quatro delas ociosas) para a implantação. Ao invés do Bloco 10 (na Unimar), que foi colocado como condição pelo deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB) e o ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB). “A Saúde não é palanque eleitoral”, frisou o gestor municipal.
O ofício ao governador Márcio França (PSB) foi assinado ontem, durante uma coletiva de imprensa, com cópias à Secretaria de Estado da Saúde e ao DRS IX (Departamento Regional de Saúde de Marília, serviço do governo estadual). O documento reitera a solicitação do AME, reivindicação antiga do Município e já feita pelo Daniel Alonso em abril de 2017, seu primeiro ano de gestão.
A coletiva de imprensa foi agendada pelo prefeito em razão da polêmica gerada porque o gestor municipal não cedeu, de pronto, à condição imposta pelo deputado estadual Abelardo Camarinha e seu filho, o ex-prefeito Vinícius Camarinha para trazer um AME para Marília.
Abelardo e Vinícius estiveram no Gabinete do prefeito na última sexta-feira informando que o governador garantiu um Ambulatório Médico de Especialidades para a cidade, desde que instalado no Bloco 10 da Unimar. Esse prédio pertenceu à Universidade, mas há alguns anos está de posse municipal.
Daniel Alonso estranhou a garantia de um AME para Marília ainda neste ano por ter recebido resposta recente do Estado, encaminhada no último mês de maio, com a afirmação de que dotação orçamentaria disponível no momento.
No entanto, o gestor municipal mencionou que ficou satisfeito com a afirmação do deputado e do ex-prefeito, mas reiterou a possibilidade de que o AME utilize o antigo prédio do Cefam (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério), na Rua Ipê, Vila Jardim, conforme projeto inicial. O local em questão pertence ao Estado e encontra-se abandonado.
O prefeito mencionou que o Bloco 10 (na Unimar) já possui destinações em estudo, como dar início ao parque tecnológico com a ocupação de aproximadamente 200 empresas, entre incubadoras e startups. Outras sugestões da Prefeitura para a implantação do AME seria o antigo Postão da Avenida Santo Antonio (NGA), a antiga Delegacia de Polícia, na avenida Gonçalves Dias ou a área da rua José Bonifácio, ao lado do Poupatempo.
No ofício, o chefe do Executivo disponibiliza também a área municipal da avenida Castro Alves, onde funciona a Codemar, que poderia ser transferida para outro endereço. 
Daniel Alonso: “Saúde
 não é palanque eleitoral”
“Pedimos uma avaliação do Estado nessas áreas de Marília antes de tomarmos decisões precipitadas. Temos tempo para isso porque a Prefeitura não poderá ceder o Bloco 10 (Unimar) em período eleitoral, o que é proibido. Na minha visão de gestão é incoerente o Município ceder um imóvel para o estado implantar o AME, quando o próprio Estado tem áreas que poderiam ser aproveitadas em Marília e que estão abandonadas”, considerou o prefeito.
Daniel Alonso ainda destacou que “não pode permitir que há dois meses das eleições a Saúde vire palanque eleitoral”. O decreto estadual que cria o AME de Marília é de 2014 e o pedido da unidade vem sendo feito desde então. “Agora é possível acreditar que o AME viria e não virá mais porque numa sexta-feira o prefeito foi pressionado a responder de imediato se cede ou não o Bloco 10? Podemos ceder, desde que seja feita uma avaliação das áreas citas em ofício e haja embasamento técnico e não político para o pedido especificamente do Bloco 10 para a implantação do ambulatório”.