Artista plástico mariliense AD. Silva tem obras selecionadas para a 14ª Bienal Naïfs do Brasil

O artista plástico e arte-educador mariliense Aloísio Dias da Silva (AD. Silva) teve duas de suas mais recentes obras - Rebelião no Presídio I e Rebelião no Presídio II - selecionadas para a 14ª Bienal Naïfs do Brasil, evento cultural realizado pelo Sesc São Paulo desde 1992 na unidade de Piracicaba.

O artista plástico e arte-educador mariliense Aloísio Dias da Silva (AD. Silva) teve duas de suas mais recentes obras - Rebelião no Presídio I e Rebelião no Presídio II - selecionadas para a 14ª Bienal Naïfs do Brasil, evento cultural realizado pelo Sesc São Paulo desde 1992 na unidade de Piracicaba. 

Criada com o objetivo de privilegiar a participação de artistas cujas obras revelam a produção de arte ingênua, espontânea, instintiva, popular, naïf ou naïve, concebidas, em sua maioria, de forma autodidata, Bienal Naïfs do Brasil contou este ano com 1164 obras recebidas e inscritas de 583 artistas de 24 estados brasileiros. Destas, foram selecionadas e fazem parte da décima quarta edição do evento, que tem abertura prevista para o dia 17 de agosto, 155 obras de 85 artistas, sendo que 48 deles tiveram duas obras escolhidas, representando total de 22 estados do Brasil. Entre os trabalhos desenvolvidos nas obras selecionadas estão pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, bordados, vídeo, entre outros.

A seleção das obras foi feita por uma Comissão de Seleção e Júri de Premiação compostas por profissionais do universo das Artes Visuais, com atribuição de quatro prêmios de Destaque - Aquisição, cinco de Incentivo e quatro Menções Especiais, com valores entre R$ 2.500 e R$ 5.000.

AD. SILVA

Segundo o crítico de arte Oscar D’Ambrosio, a principal característica das obras de Aloisio Dias da Silva é a cor. "É na exploração das relações entre elas que obtêm os melhores resultados de sua obra. Isso independe do tema escolhido, seja bíblico, social ou ligado ao universo rural, como colheitas. No momento em que concentra a atenção nos diálogos entre as cores, atinge efeitos de grande expressividade, ainda mais quando se liberta das figuras humanas e intensifica a sua aptidão, por exemplo, nas próprias riquezas visuais de um campo quase vazio. Nesses instantes, o pintor vem à tona com toda força", disse o renomado crítico, da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA - Seção Brasil), doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp, em sua análise da obra do premiado artista plástico mariliense.

"A crônica do cotidiano que realiza muitas vezes, com mensagens e imagens sobre temas variados, como males da sociedade ou críticas à falta de cuidado do ser humano com a natureza, merece também um olhar diferenciado, pois existe muito de criatividade na forma de focar o assunto", observou D’Ambrosio, ressaltando que o repertório do artista está em constante ebulição, pronto a apresentar novas possibilidades de estabelecer configurações plásticas. "O maior desafio se apresenta (em concentrar a atenção) nas potencialidades da cor para gerar encantamento ainda maior em cada um que observa atentamente os seus trabalhos", afirmou.

Além de vencedor edição 2016 do Mapa Cultural Paulista - conquistando o primeiro lugar na modalidade Pintura com as telas “O Trânsito de Hoje” e “Doação de Sangue” - Aloísio Dias da Silva já participou de cerca de 150 exposições de artes plásticas em todo o país e no exterior, incluindo duas na Europa e uma no Japão - tendo sido premiado nas cidades de Ourinhos, São José do Rio Preto, Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, entre outras. Em Marília participou de seis salões de artes plásticas, sendo classificado em todos eles. Sua obra “O Vendedor de Goiabas” foi premiada com Menção Honrosa no 17º Salão de Artes Plásticas de Cerquilho (SP) também em 2016.