Brasil promulga acordo de céus abertos com os Estados Unidos

Com a publicação do decreto no Diário Oficial da União, foi promulgado o acordo que impunha um limite aos voos entre o Brasil e os Estados Unidos.

Com a publicação do decreto no Diário Oficial da União, foi promulgado o acordo que impunha um limite aos voos entre o Brasil e os Estados Unidos. O acordo de céus abertos foi firmado em 2011, mas dependia da aprovação do Congresso e da sanção presidencial para entrar em vigor. A assinatura do acordo ocorreu durante a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, ao Brasil.

Segundo o documento, Brasil e Estados Unidos se comprometem conceder as permissões de um novo voo no menor tempo possível, desde que a empresa solicitante atenda às condições impostas pelas leis e normas de cada país e atenda aos requisitos de segurança internacionais. Ainda prevê que a autorização de voos charter não terá limite para o número de operações.

A regra anterior estabelecia um total de 301 frequências semanais entre ambos os países, o que foi revogado, extinguindo assim o total de voos, que virtualmente se torna ilimitado. Contudo, a norma aprovada não prevê acordo de cabotagem, quando a empresa de outro país pode realizar voos domésticos ou vendas de assentos em trechos nacionais. O Brasil atualmente possui acordos de céus abertos com a África do Sul, Chile, Suíça e Uruguai.

 

Sistema investiga para

onde o piloto olha no cockpit

 

Entre as novas tecnologias para melhorar a segurança de voo está o rastreamento do movimento dos olhos dos pilotos. O sistema foi criado para ajudar os tripulantes na utilização correta dos elevados graus de automação presente nos helicópteros modernos. 

A utilização de simuladores de voo definiu para onde os pilotos estavam olhando nas várias etapas de um voo. Após a conclusão de duas fases da pesquisa para rastrear os movimentos dos olhos dos pilotos de helicópteros, a britânica Heli Offshore está consultando instrutores de voo e examinadores quanto ao grau de segurança adicional que pode ser agregada à segurança operacional. As pesquisas proporcionaram uma compreensão melhor de como os pilotos monitoram os instrumentos e displays em seus cockpits.

A expectativa é que o sistema auxilie no futuro também a monitorar o grau de fadiga dos tripulantes, permitindo acompanhar a perda de concentração conforme o organismo se aproxima do limite de stress por cansaço.

 

Voo mais longo do mundo terá 18h45

 

Um novo recorde está a caminho: a partir de outubro, a Singapore Airlines começa a operar o voo comercial mais longo do mundo. Serão 18 horas e 45 minutos para percorrer os 15.288 mil quilômetros entre Cingapura e Nova York no novo Airbus A350-900ULR, que carregará 165 mil litros de combustível para cumprir o trajeto.

Hoje, o voo mais longo do mundo é o da Qatar Airways, entre Doha e Auckland, na Nova Zelândia, que percorre 14.500 quilômetros em 17 horas e 30 minutos.

O voo da Singapore será diário, com 161 assentos ao todo - 67 totalmente reclináveis na classe executiva e 94 na econômica premium, com mais espaço para as pernas. Para ficar tantas horas dentro da aeronave, o sistema de entretenimento permitirá, por exemplo, criar playlists antes do embarque com os filmes e músicas disponíveis.

 

Avião off-road

A suíça Pilatus realizou as primeiras provas com o PC-24 operando em pista não pavimentada. O PC-24 é o primeiro avião de negócios a jato certificado para operar em pistas de terra e grama e está atualmente passando por um programa de testes pós-certificação com ênfase especial em operações de pista não pavimentadas. A Pilatus planeja obter a certificação Rough Field no quarto trimestre de 2018.

O objetivo é oferecer a plena capacidade do avião em operações do tipo, algo inédito na categoria. O uso de aeronaves a jato em pistas de terra é restrito a poucos aviões militares, em geral cargueiros táticos, como o C-17 Globemaster III.

As principais restrições são relacionadas a ingestão de detritos pelo motor, lançamento de pedregulhos em superfícies de controle e flaps, assim como danos extensivos aos pneus. Além disso, pistas não pavimentadas, em geral, são mais curtas, o que exige maior performance do avião. No caso do PC-24, os motores foram instalados de maneira a evitar a ingestão de objetos e os bocais de exaustão possuem novo formato, permitindo a vetorização do fluxo de ar em determinados regimes de potência. Os engenheiros ainda criaram um novo os sistemas de flap inteligentes e um design especial da asa.

O avião pode operar em pistas curtas e não preparadas, ao mesmo tempo em que garante uma velocidade de 425 kt, com alcance máximo de 1.950 mn (3.610 km), voando a 45.000 pés.

Desde o início, o PC-24 foi projetado para operações “off road”, que fornece acesso a quase o dobro de aeroportos em todo o mundo em comparação com outros jatos atualmente disponíveis no mercado.