Município registra surto de catapora

A Secretaria Municipal da Saúde registrou um surto de catapora (varicela) em uma escola particular de Marília. Pelo menos 15 alunos já desenvolveram a doença e mais podem ter sido contaminados, estando em período de encubação. São crianças e adolescentes fora da idade de cobertura da vacina pelo SUS. Por enquanto os casos estão concentrados em uma única escola. A recomendação municipal da Vigilânc

A Secretaria Municipal da Saúde registrou um surto de catapora (varicela) em uma escola particular de Marília. Pelo menos 15 alunos já desenvolveram a doença e mais podem ter sido contaminados, estando em período de encubação. São crianças e adolescentes fora da idade de cobertura da vacina pelo SUS.
Por enquanto os casos estão concentrados em uma única escola. A recomendação municipal da Vigilância Epidemiológica é o afastamento das atividades de rotina, com isolamento domiciliar (quando não há complicações que indiquem internação), evitando novas transmissões.
A imunização contra varicela está prevista no Calendário Nacional de Vacinação desde 2013, incluída na tetra viral, que também protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mas somente de um ano e três meses de idade até os quatros anos, com a segunda dose, de reforço, sendo agendada na carteirinha pelo posto de saúde.
Os alunos que contraíram a doença não foram contemplados pela tetra viral (incluindo varicela) na saúde pública porque já tinham mais idade e também não buscaram a vacinação na rede privada, onde a vacina paga está disponível e pode ser aplicada até os 50 anos de idade.
Como a varicela é de rápida e fácil transmissão (pelo ar), o Município aconselha a ventilação dos locais, o que reduz com a queda de temperatura, em que as pessoas optam por ambientes mais fechados. A lavagem constante das mãos e/ou o uso de álcool gel é outra recomendação importante, evitando levar as mãos ao rosto, onde estão as “portas de entrada do organismo” para os vírus.
Procurada pelo Jornal da Manhã, a infectologista Luciana Sgarbi disse que não há motivo para alarde, já que em geral a catapora é uma doença benigna. Entretanto as pessoas contaminadas podem transmiti-la mesmo antes de saberem que estão doentes. E há casos de agravos, daí a necessidade de atenção.
“Além disso, a catapora tem um ciclo de uma semana com febre, dor de cabeça, indisposição, lesões na pele e coceira com necessidade de afastamento da escola e do trabalho”, mencionou a médica.
A imunização contra catapora também previne, por consequência, a herpes-zóster. A doença, popularmente conhecida como cobreiro ou fogo selvagem, ocorre quando o vírus da varicela (catapora) ressurge, atacando toda a extensão do nervo onde permaneceu alojado. Depois do ciclo de queimadura, que pode levar até 15 dias, o paciente ainda pode ter a sequela da dor por bastante tempo.
Diante da cura da varicela, o seu vírus não é eliminado pelo organismo, migrando para os gânglios nervosos. Ao longo da vida, em especial na fase madura, ele pode ressurgir, atacando todo o trajeto do nervo onde esteve latente.
Por isso, para quem teve catapora, o perigo do herpes-zóster se torna iminente ao atingir ou se aproximar da terceira idade. Sendo necessário, nesse caso, para quem quer a prevenção, a vacina para herpes-zóster no futuro, já disponível em clínicas privadas do Brasil.