Funcionários não comparecem à nova assembleia

Os funcionários do Complexo Famema não aderiram à nova assembleia sobre a negociação coletiva de trabalho, que deveria ter sido realizada ontem. A reunião foi convocada pelo sindicato da categoria porque, no último dia 12, cerca de cem trabalhadores afirmam que deliberaram a greve, mas o número de assinaturas foi considerado baixo. A indefinição continua. A assembleia do dia 12 terminou com inten

Os funcionários do Complexo Famema não aderiram à nova assembleia sobre a negociação coletiva de trabalho, que deveria ter sido realizada ontem. A reunião foi convocada pelo sindicato da categoria porque, no último dia 12, cerca de cem trabalhadores afirmam que deliberaram a greve, mas o número de assinaturas foi considerado baixo. A indefinição continua.
A assembleia do dia 12 terminou com intenção de greve. A categoria quer parar por conta das persas salariais acumuladas, mesmo com o reajuste de 3,5% já concedido neste ano pelo Estado. O Sinsaúde (Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos de Saúde) avalia a deliberação, mas alertou sobre a importância de fortalecer o movimento.
Como no dia 12 apenas cem, de 2.400 funcionários, participaram da reunião, uma nova assembleia foi agendada para ontem, às 13 horas, em frente ao Hospital Materno Infantil (unidade II do Hospital das Clínicas), um dos serviços que compõe o Complexo Famema.
Até 13h30 não houve adesão e o sindicato informou que vai agendar uma nova data para que os funcionários se reúnam, dessa vez em frente ao Hospital São Francisco (HC III).
O Sinsaúde quer aumentar a adesão às assembleias e ao movimento, caso contrário, a greve pode perder força logo na “arrancada”. “A direção da Famema tem a seu favor o reajuste concedido pelo Estado de 3,5% com extensão, em maio, a todos os funcionários dos serviços de saúde do Complexo. Mas a reivindicação da categoria é justa, considerando as perdas salariais”, ponderou o presidente da subsede de Marília do Sinsaúde, Aristeu Carriel. O Estado também aumentou o tíquete-alimentação de R$ 8,40 para R$ 12,00.
Associação afirma que greve foi deliberada
A análise sobre a possibilidade de greve será feita pelo setor jurídico do sindicato. De acordo com o presidente da Associação dos Funcionários da Famema, Lourival Salvino, a greve já foi deliberada no dia 12 de junho e as assembleias de porta que estão sendo realizadas depois disso visam apenas o cumprimento de protocolo.
Os trabalhadores consideram importante a conquista dos 3,5% com igualdade de reajuste entre os funcionários contratados via poder público e os contratados via Fumes e Famar (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília e Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília). No entanto, contabilizam 15% de perdas salariais nos últimos anos e reivindicam a diferença de 11,5%, ainda não concedida.