Ministério da Saúde coloca Marília em alerta

O Ministério da Saúde coloca Marília entre 2.069 municípios brasileiros em alerta quanto à infestação do mosquito Aedes aegypti. Isso porque, na lista do MS, apresentam índice entre 1% a 3,9%. A cidade está no extremo negativo, com 3,9%. A partir daí, a classificação passa a ser de risco iminente. O ideal é manter o percentual até no máximo 1%. O Município informou que já conseguiu baixar a infest

O Ministério da Saúde coloca Marília entre 2.069 municípios brasileiros em alerta quanto à infestação do mosquito Aedes aegypti. Isso porque, na lista do MS, apresentam índice entre 1% a 3,9%. A cidade está no extremo negativo, com 3,9%. A partir daí, a classificação passa a ser de risco iminente. O ideal é manter o percentual até no máximo 1%. O Município informou que já conseguiu baixar a infestação para 0,3%.
A classificação é importante porque classifica o risco de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. O MS (Ministério da Saúde) publicou o levantamento realizado por 5.191 municípios brasileiros.
O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 desses municípios (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surtos para as doenças transmitidas pelo Aedes. E outros 2069 municípios devem ficar em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9%, incluindo Marília. Somente 1.711 municípios foram considerados satisfatórios pelo MS, com índices inferiores a 1%.
De acordo com o Ministério da Saúde, os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.
Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.
Na região Sudeste do país predominaram os criadouros do mosquito Aedes aegypti em água parada acumulada em depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos, pratos e garrafas retornáveis.
Município aponta que redução do Aedes já ocorreu
Com 34 casos confirmados de dengue em 2018, Marília está em alerta, mas teve redução do índice de infestação do mosquito. A Secretaria Municipal da Saúde alerta que o levantamento do Ministério da Saúde não considerou o novo índice da cidade, realizado no mês de maio.
A pasta enaltece os dados atualizados pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) que apresentam um LIRAa (Levantamento de Índices do Aedes aegypti) com redução de 3,9 para 0,3.
A redução indica que o Município já está no caminho de volta, com medidas de controle do mosquito indicadas pelo MS. E era esperada pelos técnicos da Saúde Municipal pelo fim da estação das chuvas, principal período de transmissão das doenças causadas pelo Aedes (já que ele se reproduz com mais facilidade em água parada quando chove mais).
“O LIRAa é um importante indicador, mas como o ciclo de vida do mosquito é muito curto, esse cenário pode se alterar muito rapidamente. Por isso o levantamento é uma diretriz para as nossas ações, mas não a única”, explicou o supervisor de Saúde, Rafael Colombo.
A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni Mosquini, disse ainda que existem também outros critérios para nortear as ações, como a transmissão da doença (que em Marília está baixa).
“A vigilância, inclusive com a busca ativa de sintomáticos, tem que permanecer mesmo nas estações mais frias, quando há tendência de redução dos novos casos. Mantendo o controle agora, chegaremos às estações sazonais para estas doenças com mais segurança”, declarou Alessandra.