Conselho Fiscal vai analisar contas e divulgar o parecer em alguns dias

Sojinha (centro) também apresentou as despesas da A-3 deste ano e a dívida total do clube

O principal tema da reunião do Conselho Deliberativo do Marília Atlético Clube (MAC, realizada ontem, no Abreuzão, foi a apresentação do balanço do exercício de 2017, feita pelo presidente Antônio Carlos Sojinha. No documento o dirigente disse que o custo total da temporada passada foi de R$ 722.952,13 e que não há pendências desse montante. O Conselho Fiscal irá analisar todos os números e em uma semana dará o parecer sobre a aprovação ou não dessas contas.

“A primeira impressão que se teve foi de um balanço totalmente diferente, bem organizado e que passará pela minha avaliação. Também foi nos passado o balanço contábil da dívida total do clube de quase R$ 21 milhões. Independente dos números, o MAC deu um grande passo, pois a apresentação de um balanço contábil é algo inédito e isso é muito importante, porque está dentro da Lei Pelé e do Profut (programa de refinanciamento de dívidas tributárias), que pedem transparência financeira aos clubes. Podemos dizer que esse é um marco inicial na história do Marília, porque hoje as dívidas estão estancadas. Pena que dentro de campo as coisas não aconteceram como todos nós queríamos e o time foi rebaixado”, destacou o presidente do Conselho Fiscal, Cristiano Gonçalves, o “Crisão”, que é advogado especialista na área trabalhista.

Sojinha comentou que desde o início de sua gestão (janeiro de 2017), a prioridade foi prestar contas. “Tudo foi apresentado com a maior transparência referente ao ano passado, porque a Federação (Paulista de Futebol) me cobrou dizendo que há vários anos o Marília não apresentava as contas e agora as leis estão mais rigorosas Além disso, temos um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em que nos comprometemos a divulgar o balancete assinado por um contador”.

Sobre a dívida de quase R$ 21 milhões (entre trabalhistas e tributárias), o presidente frisou que o valor pode ser ainda maior. “Tivemos acesso ao montante maior, mas o MAC tem vários protestos e ações que ainda não chegaram até nós e que vamos seguir pesquisando, para termos um valor exato”. A dívida trabalhista maqueana está sendo paga desde 2015, após acordo com a Justiça do Trabalho, que destina 30% de toda a receita para quitar as ações.

Sojinha explicou que o débito tributário (em torno de R$ 7 milhões), entre FGTS, INSS e Receita Federal, não tem como ser pago neste momento. “Precisamos ser realistas. A única fonte de receita atual do clube é a cota da FPF, que esse ano foi de aproximadamente R$ 250 mil e o clube ficou com apenas R$ 80 mil. Os colaboradores que nós conseguimos têm nos ajudado a deixar o Marília organizado nas despesas do Campeonato Paulista. Na Série A-3 foi gasto pouco mais de R$ 1 milhão e ainda temos uma dívida de R$ 60 mil. São R$ 20 mil de direitos de imagem de jogadores, R$ 20 mil de impostos e outras despesas, que vamos quita-las até o final do ano, assim como fizemos em 2017 em que conseguimos zera-la. Só conseguiremos começar a pagar a dívida tributária, a partir do momento que o clube suba de divisão no estadual e tenha cotas maiores e com a venda de atletas”, afirmou.

21 conselheiros

Na reunião de ontem, 21 conselheiros dos 43 (entre antigos e novos) estiveram presentes, além da participação como convidado do pré-candidato a deputado estadual, Rogério Pavão. O presidente do Conselho Fiscal, Cristiano Gonçalves disse que em julho será marcada uma nova reunião para definir a questão dos novos conselheiros, quais serão titulares e quais vão ser suplentes.

“É um assunto bastante complexo, porque no artigo 4 do Estatuto diz que há algumas categorias de sócios (beneméritos, contribuintes e vitalícios) e precisamos definir em qual se encaixará cada um, até mesmo nós que já estamos há mais tempo. Muito se confunde a figura do sócio com a do conselheiro. Sócios podemos ter até 100, já conselheiros são apenas 31 titulares. Para adequarmos essa situação de todos, resolvemos marcar uma reunião exclusiva em julho só para definir essa situação, porque qualquer um pode ser sócio do MAC, pagando a mensalidade de R$ 50,00 e a gente sabe que tem muita gente na cidade interessada”, destacou. 

 

Os 21 conselheiros presentes ontem: 

- Antônio Abdala, o “Ica”

- Antônio Carlos Sojinha

- Archibaldo Eustáquio Brito, o “Bado”

- Cláudio Pinha Goes

- Cristiano Gonçalves, o “Crisão”

- Eduardo de Moraes Almeida, o “Duda”

- Eduardo Pereira Tassinari

- Gervásio Ferreira de Melo

- Ildemar Encide Sampaio

- José Luiz Todeschini

- Marcos Nicola

- Wilson Jinno

- Marco Antônio Mariano

- Roberto Acácio Oliveiros

- Valter Luiz Cavina

- Paulo Roberto Amado

- Caio Baciga

- Rodrigo Ortega

- Waldecy Euflausino, o “Zenon”

- Edson Rodrigues Silva Filho