Homeopatia: o que ela pode fazer?

A homeopatia surgiu em 1796, com Samuel Hahnemann, na Alemanha. A partir de 1980 foi considerada como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro e consta regularizada desde então.

 

Alexandre Eduardo W. U. F. Perez (*)

A homeopatia surgiu em 1796, com Samuel Hahnemann, na Alemanha. A partir de 1980 foi considerada como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro e consta regularizada desde então.

Inúmeros trabalhos e pesquisas científicas ao redor do mundo todo comprovam a eficácia e utilidade da homeopatia, principalmente no Brasil, França, Alemanha e Estados Unidos.

 O grande benefício da homeopatia é que o medicamento homeopático estimula o organismo doente a lutar contra sua própria doença, curando-o como se fosse ‘de dentro para fora’, aumentando sua reação e readaptação, estimulando a imunidade e a capacidade de manter-se saudável por si mesmo, sem a necessidade do uso de substâncias que poderiam trazer efeitos colaterais indesejáveis.

A ação do medicamento homeopático é então feita justamente pela estimulação do organismo, a fim de reconstruir sua harmonia. Esta estimulação pode se dar metabolicamente, geneticamente e psiquicamente.

Em alguns casos até mesmo morfologicamente (isto é, mudando a configuração de tecidos e órgãos). A ideia de que os medicamentos homeopáticos são ‘naturais’, no sentido de serem de origem fitoterápica, não é exata.

As substâncias que servem de matéria prima para o medicamento homeopático podem ser de origem mineral, vegetal ou animal, e, na verdade, muitas são produtos químicos bem conhecidos.

A homeopatia é empregada de forma generalizada, mas é especialmente útil nos casos em que existem moléstias difíceis de serem controladas pelo tratamento convencional, que não consegue debelá-las completamente, sejam elas crônicas (de muitos anos) ou agudas (recentes). Também em casos onde o tratamento  convencional existente é limitado e não produz os efeitos desejados, caso em que a homeopatia pode ser utilizada ao mesmo tempo que o tratamento alopático convencional.

A rigor, a homeopatia é não somente uma especialidade médica mas principalmente um sistema de tratamento global, podendo ser utilizada em todas as idades e em qualquer especialidade médica, para o tratamento de todos os sistemas orgânicos, inclusive moléstias psíquicas.

Por ser um medicamento extremamente diluído, o medicamento homeopático não produz os efeitos colaterais comumente encontrados nos medicamentos alopáticos (comuns) e não deixa jamais resíduos metabólicos que poderiam provocar alterações orgânicas. Também não interage com outros medicamentos alopáticos (comuns), possibilitando que, mesmo em uso de outras medicações, o paciente possa utilizar medicamentos homeopáticos sem restrições.

Mas ao mesmo tempo, por ser também um medicamento extremamente potencializado, ele começa a agir imediatamente após a sua administração, espalhando-se por todo o corpo imediatamente, sem sofrer alterações significativas por alimentos ou bebidas.

Portanto, é um equívoco a crença de que a homeopatia é um tratamento lento, muito demorado, em todos os casos. A duração de qualquer tratamento depende inteiramente das características do doente e da doença.

Outra característica da Homeopatia é que ela considera o paciente como um todo: suas alterações corporais, emocionais, mentais, gerais, seu modo de vida, etc, pois tudo isto representa elementos indispensáveis e inseparáveis para se fazer um diagnóstico completo. Portanto, a homeopatia sempre analisará o paciente em todos os seus aspectos, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos. 

Qualquer pessoa pode se beneficiar do tratamento homeopático, mas a homeopatia não é uma panaceia, ou seja, não cura todas as doenças, pois, como qualquer tipo de tratamento, também possui suas limitações.

Há várias abordagens homeopáticas para uma mesma doença. A homeopatia pode ser usada sozinha ou como complemento de outros tratamentos convencionais; podem ser prescritos somente um ou mais de um medicamento homeopático ao mesmo tempo ou alternadamente.

Como a homeopatia considera essencial a individualidade de cada pessoa, é muito difícil que haja dois casos semelhantes tratados do mesmo jeito. Mesmo que o diagnóstico seja o mesmo.

Isto quer dizer que um paciente com dor de garganta, por exemplo, provavelmente não será tratado da mesma forma que outros pacientes com dor de garganta, mesmo que elas sejam causadas pela mesma bactéria em todos eles, pois cada indivíduo apresenta características particulares no modo de adoecer. Pode ser que os sintomas objetivos sejam iguais, e até mesmo as causas, porém, a homeopatia considera também o estado da totalidade do paciente, que é sempre individual.

Este estado de totalidade leva muito em consideração os aspectos emocionais e comportamentais de cada paciente, o que vem a ser uma outra importante característica da Homeopatia. Condições estressantes, angustiantes, medos, processos depressivos e ansiosos sempre interferem com o estado geral a ser examinado. Estilo de vida, hábitos, valores, ideais, desejos e projetos também serão muito considerados, pois determinam todo o restante da vida, inclusive as condições de saúde.

Bem, agora você já possui uma ideia do que a Homeopatia pode fazer. É sempre bom estar informado, pois quanto mais possibilidades, mais sucesso em nosso cuidado com a saúde.

(*) Alexandre Eduardo W. U. F. Perez é médico homeopata e clínico geral - CRM: 86.576