Com 35 dias sem chuva, pastagem é a mais afetada

Há 35 dias não chove em Marília e o longo período de seca pode afetar principalmente as pastagens e a produção de leite. Conforme levantamento do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), o último registro de chuva na cidade foi no dia 4 de abril, mas apenas 1,8 milímetros. A chuva mais forte ocorreu em Marília dia 27 de março, quando foram registrados 19,1 milímetros de chuv

Há 35 dias não chove em Marília e o longo período de seca pode afetar principalmente as pastagens e a produção de leite. Conforme levantamento do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), o último registro de chuva na cidade foi no dia 4 de abril, mas apenas 1,8 milímetros. 
A chuva mais forte ocorreu em Marília dia 27 de março, quando foram registrados 19,1 milímetros de chuva. Segundo o agrônomo Cláudio Hagime Funai, diretor regional da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) de Marília, a principal característica da região é a pecuária e a falta de chuva por período prolongado afeta a pastagem e o gado de leite. 
“Com a pastagem seca diminui a qualidade do capim, os índices de proteína. No caso do gado de corte, com menos capim a tendência é começar a emagrecer. Por enquanto ainda tem pastagem. Em junho e julho é um período mais crítico”, disse. O agrônomo afirma que no caso do gado de leite pode afetar inclusive a parte reprodutiva das vacas. A orientação no caso de longos períodos de seca é fazer a suplementação com ração ou silagem.
Já para a cultura do café os últimos dias sem chuva têm sido benéficos. O agrônomo explica que estamos na época de colheita e a seca é favorável. O amendoim também está no final da colheita e os dias secos contribuíram para o sucesso da produção da  região. A produção de hortifrútis não está sendo prejudicada já que grande parte dos  utilizam a irrigação.
UMIDADE DO AR
Os longos períodos sem chuva acabam prejudicando a qualidade do ar. Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), a umidade relativa do ar ideal para o organismo humano é de 40% a 70%. Na região de Marília a umidade do ar chegou a 17% na última semana.
Quando a temperatura está alta e o ar muito úmido a evaporação do suor é lenta, o que afeta a dissipação do calor e o resfriamento do corpo. Com o ar com menos de 40% de umidade pode causar maiores danos à saúde.
 O ar muito seco dificulta a dispersão de gases poluentes, e também resseca as mucosas das vias aéreas o que facilita crises de asma e infecções virais e bacterianas. Com a temperatura alta, a baixa umidade do ar acelera a absorção do suor, ressecando a pele.