Funcionários fazem ato público por reajuste e melhor condição de trabalho

Ontem os funcionários do Complexo Famema fizeram um ato público no auditório e em frente à instituição por respeito profissional, condições de trabalho e melhor atendimento a população, como informaram. A categoria está em período de negociação salarial e somente uma parte dos trabalhadores recebeu reajuste salarial e do vale-alimentação. “Estamos sofrendo com desigualdades salariais, e no vale-a

Ontem os funcionários do Complexo Famema fizeram um ato público no auditório e em frente à instituição por respeito profissional, condições de trabalho e melhor atendimento a população, como informaram. A categoria está em período de negociação salarial e somente uma parte dos trabalhadores recebeu reajuste salarial e do vale-alimentação.
“Estamos sofrendo com desigualdades salariais, e no vale-alimentação. Nossa data-base vence no dia 1° de junho e até o momento não temos contraproposta da direção da Famema. Estamos cansados de ouvir o discurso histórico da diretoria de que não tem governabilidade para atender as reivindicações dos funcionários. O que contradiz o Estatuto da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) que afirma a autonomia administrativa e financeira da Famema”, informou a comissão organizadora do ato público.
Desde 1994, quando a Famema se tornou autarquia do Estado, grande parte dos funcionários da instituição optou por contratos via Fumes, estando diretamente vinculada ao Estado. E foram esses, atualmente 639, que receberam agora os 3,5% de reajuste salarial e no vale-alimentação. Os demais não receberam reajuste e reivindicam a isonomia. São eles os 523 contratados via Fumes posteriormente à autarquização, e mais os 1.159 funcionários contratados via Famar (Fundação de Apoio a Faculdade de Medicina de Marília).
“Estamos há quatro anos sem reposição salarial. Temos apenas 2% de anuênio, calculado no salário-base que, no nosso caso, é menor que o salário mínimo e reajuste de insalubridade baseado no salário mínimo. Com tantas perdas, muitos funcionários já estão recebendo PIS, bolsa-família e outros benefícios do governo”, acrescentou a organização do ato público.
O abaixo-assinado continua colhendo assinaturas até hoje, com protocolo posterior na Fumes, Famar, no Sindicato da Saúde, na Câmara Municipal, no Ministério do Trabalho, Ministério Público e em outras instâncias públicas.
Posição da Famema
Na última terça-feira a direção da Famema esteve na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, em São Paulo, para discutir a isonomia salarial e a diferença no valor do tíquete-alimentação dos funcionários da instituição, abrangendo área acadêmica e assistencial (Saúde).
“O principal assunto foi o reajuste de 3,5% definido em decreto pelo governador Geraldo Alckmin ao funcionalismo estadual e, automaticamente, aplicados aos funcionários da Fumes “optantes”. O reajuste utiliza recursos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Solicitamos a isonomia também para os funcionário Fumes “não optantes” e para os funcionários da Famar”, mencionou a direção.
Participaram da reunião em SP o diretor geral da Famema, Valdeir Fagundes de Queiroz, a superintendente do HC Famema, Paloma Aparecida Libanio Nunes, o assessor do Governador do Estado, Vinícius Camarinha, e o secretário estadual de Planejamento, Maurício Juvenal. “A equipe técnica da Secretaria de Planejamento passou desenvolver os estudos sobre a isonomia salarial na Famema e dará um posicionamento sobre o assunto o mais rápido possível”, informaram.