Setor precisa inverter queda no PIB

A redução gradativa da participação industrial no PIB (Produto Interno Bruto) precisa ser invertida rapidamente para reverter o cenário econômico atual. A urgência do setor foi destacada pelo diretor do Ciesp Alta Paulista, Chikao Nishimura, que expressou sua preocupação nesse Dia da Indústria (ontem), em 25 de maio. Embora o Dia da Indústria tenha sido de comemoração da Sala do Empreendedor, no

A redução gradativa da participação industrial no PIB (Produto Interno Bruto) precisa ser invertida rapidamente para reverter o cenário econômico atual. A urgência do setor foi destacada pelo diretor do Ciesp Alta Paulista, Chikao Nishimura, que expressou sua preocupação nesse Dia da Indústria (ontem), em 25 de maio. 

Embora o Dia da Indústria tenha sido de comemoração da Sala do Empreendedor, no Ganha Tempo, inaugurada para apoiar principalmente pequenos e microempresários, a data neste ano coloca em evidência a situação econômica do país.  

“Estamos em meio a uma crise política nacional que afeta diretamente a economia. O governo federal precisa dar sinalizações o quanto antes para um direcionamento da atividade. Essa medida de ajuste de despesas pelo poder público é necessária, não há outra alternativa. Antes essa redução de gastos do que o aumento dos impostos, visto que o Brasil está entre os países mais tributados e , sendo a sétima economia do Mundo, isso não se justifica”, mencionou Nishimura. 

De acordo com o diretor do Ciesp, o avanço tecnológico, embora com atraso no Brasil, foi iniciado e será ampliado naturalmente, sendo um caminho sem volta e essencial na otimização de custos das indústrias. Só em Marília, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, são 870 indústrias e o município segue o mesmo investimento em tecnologia.

“O último governo não olhou para a Indústria com a devida importância, mas é este o setor responsável por empregos de qualidade com as melhores médias salariais em função da demanda de profissionais com conhecimento tecnológico, de gestão e processos”, disse o diretor do Ciesp Alta Paulista. “O Brasil precisa aprender a gastar”, acrescentou.