Acim estuda viabilidade de formação de grupo

A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília vai criar um grupo na sede da entidade formado por “mulheres empreendedoras”. Segundo o presidente da entidade, Adriano Luiz Martins, é grande o número de mulheres que são empreendedoras e que querem se organizar na cidade. “Vamos incentivá-las, afinal, trata-se de um público interessante com uma visão ampla, detalhada e participativa”, d

A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília vai criar um grupo na sede da entidade formado por “mulheres empreendedoras”. Segundo o presidente da entidade, Adriano Luiz Martins, é grande o número de mulheres que são empreendedoras e que querem se organizar na cidade. “Vamos incentivá-las, afinal, trata-se de um público interessante com uma visão ampla, detalhada e participativa”, disse o dirigente que esteve reunido com um grupo de mulheres interessadas no apoio da associação comercial. “Elas fortalecerão o trabalho associativo que desenvolvemos e que será mais intenso”, acredita o dirigente mariliense.

De acordo com o superintendente da Acim, José Augusto Gomes, a proposta é criar um grupo forte sobre a visão feminina no empreendedorismo e agregar as atividades. “Vamos interagir de forma simultânea com as atividades já em desenvolvimento, com uma abertura maior com o envolvimento mais direto da mulher”, comentou o dirigente ao acompanhar o encontro realizado e recordar o desejo de se criar um grupo voltado para as mulheres como sendo antigo dentro da associação comercial. “A mulher tem uma influência muito grande na sociedade e precisa de uma atenção especial, principalmente na área do empreendedorismo”, reforçou Adriano Luiz Martins que também sempre defendeu este trabalho segmentado. “É diferente em todos os sentidos, e fortalece o trabalho que já vem sendo feito”, opinou o presidente da associação comercial mariliense.

Para Adriano Luiz Martins a proposta da atual diretoria é fortalecer o envolvimento e comprometimento da mulher na classe produtiva, e atrair os jovens também para esta discussão. “Teremos o núcleo da mulher empreendedora e do jovem empreendedor”, anunciou o presidente da Acim que vem conversando com ambos os grupos neste sentido. “Eu fiz parte do núcleo Jovem Empreendedor e considero fundamental no processo atual e futuro”, defendeu o dirigente de Marília que vem conhecendo as atividades destes dois núcleos em cidades do interior paulista. “São atividades que fortalecem e que em muitos casos surpreendem”, acredita ao colocar a secretaria da entidade a disposição para as mulheres e jovens que queiram participar destes dois grupos de discussão. “Estamos alinhavando a formatação dos grupos para o lançamento em breve”, anunciou.

Dados atuais mostram que mais de 4 milhões de empreendedores atuaram no setor de venda direta. As mulheres respondem por 75% das revendas globais e por 90% do quadro da América Latina. De acordo com uma pesquisa realizada com 1.300 mulheres em todo o país, predominam as razões emocionais para buscar o negócio próprio. Cerca de 66% dizem trabalhar com o que gostam, enquanto 34% dizem que empreender é realizar um sonho. A pesquisa, além de desvendar o perfil da mulher que empreende no Brasil, traz um panorama real do que elas enfrentam quando decidem entrar no mercado, com seus conflitos diários, a disputa entre maternidade e a carreira, o momento financeiro difícil e, principalmente, as dificuldades que a empreendedora brasileira enfrenta quando decide ter seu próprio negócio. Os dados mostram que 75% das empreendedoras decidem empreender após a maternidade. Na classe C, a porcentagem aumenta para 83%. Conforme o último Censo do IBGE, 38,7% as mulheres são chefes de família. Em mais de 42% desses lares, as mulheres vivem com os filhos, sem marido ou companheiro, aponta a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).