Mariliense vai ser apresentado oficialmente por Galvão Bueno

Primeira aparição no Grupo Globo será no programa “Bem, Amigos!” no dia 12 ou 19, no canal Sportv

O narrador mariliense Gustavo Villani foi contratado pelo Grupo Globo no mês passado e sua primeira aparição na maior emissora de TV do País será no programa “Bem, Amigos!”, no canal fechado Sportv, apresentado por Galvão Bueno. “Eu começo a trabalhar no dia 12, mas ainda não sei se minha primeira aparição será nesse dia ou no dia 19 (programa somente as segundas)”, declarou o jornalista de 36 anos, em entrevista ao Jornal da Manhã.

Villani lembrou que na semana passada teve duas reuniões na Rede Globo: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, e disse que Galvão Bueno perguntou se podia apresenta-lo pela primeira vez na emissora. “Eu fiquei muito honrado com esse pedido do Galvão, pois para mim ele e o Luciano do Valle são meus ídolos”. O mariliense também recordou um encontro com Galvão no ano passado, na semifinal da Libertadores entre Grêmio-RS x Barcelona de Guayaquil (Equador), quando ainda trabalhava no Fox Sports.

“Fui até a cabine do Galvão e pedi para tirar uma foto com ele, pois é meu ídolo. Ele foi extremamente gentil e para minha surpresa disse que tinha me indicado para trabalhar na Globo. Fiquei até gago na hora, sem reação. Lembro-me que depois havia um grupo de jornalistas falando sobre Liga dos Campeões fora do ar, perto de mim, mas eu estava com a cabeça em outro lugar”.

Sobre o rótulo de “novo Galvão Bueno”, escrito por alguns portais brasileiro a respeito de sua contratação pela Globo, Gustavo Villani foi claro. “Nunca serei um Galvão Bueno, porque nunca mais irá existir um Galvão Bueno e vou explicar. A exposição que ele teve como narrador em outros tempos do esporte na TV brasileira era outra, ninguém mais terá. A audiência hoje é pulverizada, pois existem mais canais de esporte. Tem um mesmo jogo que é transmitido por três canais ao mesmo tempo. Além disso, o Galvão é um cara super competente e merece tudo o que tem. Ele narrou os principais acontecimentos do esporte brasileiro e mundial. Acho muito difícil uma só pessoa repetir o feito dele. Outra coisa, não tenho a presunção de ser o Galvão. Não vou cair nessa. Vou fazer o possível para melhorar sempre”.

Convite da Globo

O narrador mariliense disse que o Grupo Globo já o vinha mapeando há dois anos. A proposta de trabalho surgiu no começo de fevereiro. “Meu contrato com o Fox Sports iria até agosto e a emissora me chamou para renovar por mais três anos, dizendo inclusive que eu seria o narrador dos jogos do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. Porém, mesmo com a oferta de renovação tentadora, eu não tive dificuldades de aceitar a proposta da Globo, pois eles têm planos para eu narrar vários esportes e trabalhar também na TV aberta”, frisou.

Villani falou que sua ambição é de ser um narrador mais completo, podendo fazer outros esportes. “Vai ser um desafio narrar para vários tipos de público, pois eu estava acostumado com uma audiência mais segmentada. Prefiro não dizer quais modalidades gostaria de narrar, o certo é que terei a oportunidade de passar por várias delas e saber em qual me encaixo, além do futebol. Fui contratado, porque tenho muita experiência e pouca idade. Narrei a final da Copa do Mundo no Brasil (Alemanha x Argentina), da Olimpíada (Brasil x Alemanha/futebol), da Libertadores, da Sul-Americana e da Copa do Brasil, além de outras competições internacionais”.

Estreia

O mariliense ainda não sabe qual dia e jogo de sua estreia como narrador pelo Grupo Globo, mas sabe que fará uma das dez partidas da 1ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, que acontece nos dias 14 e 15 de abril. “Também não me passaram ainda se será uma partida transmitida pelo Sportv ou pelo Premiere”. Ele já foi informado que fará jogos da Copa do Mundo da Rússia pelos estúdios da emissora no Brasil, mas as partidas ainda não foram definidas.

Gustavo Villani tem um estilo de narração que transmite bastante emoção nos jogos. “Tento aproximar minha narração do rádio. A Globo me contratou porque gostou do meu estilo nas locuções, não para me mudar, pois se não for desse jeito que eu sou, não teria valido a pena. Porém, estou disposto a aprimorar e aprender sempre mais. O jogo é um ser vivo totalmente imprevisível. Você pode estar em um Fla-Flu lotado no Maracanã e ter um jogo sem emoção, sem grandes lances e de repente você faz um São Caetano x Portuguesa, com pouca gente no estádio e um jogador faz um golaço de fora da área”.

O narrador vai poder utilizar seus ‘bordões’ na nova emissora como: “A camisa que entorta o varal”, “É gol de video game”, “Joga a luva goleirão”, entre outros.

Inspiração

Gustavo Villani disse que o gosto pela profissão veio com incentivo do avô Walter, que o levava ao estádio Bento de Abreu na infância, para assistir aos jogos do Marília Atlético Clube (MAC). “Criei um laço afetivo com meu avô por conta dos jogos do MAC. Frequentei muito o estádio. Vi o Guilherme (atacante ex-São Paulo e Corinthians) surgir na década de 90. Fui mascote do clube. Tenho foto de garoto no campo com o Careca Bianchesi, que depois foi jogar no Palmeiras. Eu acho que a arquibancada forma o caráter da pessoa. Saber ganhar e perder”.

A inspiração para se tornar jornalista veio com as narrações pelo rádio. “Nos jogos do Marília eu escutava muito Volnei Alonso e Cássio Ricardo. Também ouvia as grandes emissoras com: Osmar Santos, Ulisses Costa e José Silvério, entre outros”. Na infância, Villani já fazia suas locuções em jogos de chácaras e nos vídeo games.

Na TV seus grandes ídolos são: Galvão Bueno e Luciano do Valle. No rádio suas referências são: Éder Luiz, Osmar Santos, Oscar Ulisses e José Silvério. “O Éder me deu meu primeiro emprego. Nunca vi um narrador tão rápido e preciso nas locuções, dicção perfeita, assim como o Osmar, que para mim era tudo isso também, só que mais criativo. Já o Oscar me ensinou a narrar. Ele tem uma voz agradável de ouvir. O José Silvério é impressionante, ele alcança aquele tom de voz sem forçar”.

Carreira

Gustavo Villani tem 36 anos e trabalha desde os 19. Sua carreira como jornalista começou em 2000, no extinto jornal ‘A Gazeta Esportiva’. Na rádio Transamérica foi estagiário, produtor e repórter entre 2001 e 2003. Também trabalhou na Rádio Globo de 2003 a 2005 e 2009 a 2011, sendo neste último período o começo como narrador. Passou também por: rádio e TV Record (2005 a 2007), rádio Estadão/Espn (2011 a 2013) e nos últimos cinco anos esteve no Fox Sports (2013 a 2018).

Gustavo Villani nunca trabalhou em um veículo de comunicação em Marília e disse que seu maior sonho é poder narrar um jogo no estádio Bento de Abreu, onde passou maior parte de sua infância. “Já fiz reportagem quando estava na rádio Record, mas narração nunca. Espero um dia poder realizar esse sonho, porque apesar de estar longe acompanho tudo sobre o MAC e fico muito chateado com a situação atual do clube”.