Marília recebe pela 1ª vez uma partida de Superliga

Partida entre Bauru x Sesc/Rio de Janeiro acontece hoje, às 19h30, no ginásio da Avenida Santo Antônio

Carente de um esporte de quadra de alto rendimento na cidade, desde o fim do São Paulo/Construban (time de futsal) em 2011, Marília vai poder sentir o ‘gostinho’ de ver duas equipes de ponta do vôlei feminino hoje, às 19h30, no ginásio Neusa Galetti (Avenida Santo Antônio), no duelo entre Bauru x Sesc/Rio de Janeiro, pela 1ª fase da Superliga (principal competição do País).

Na 7ª colocação com 25 pontos (seis vitórias e 12 derrotas), as bauruenses contam com a experiência dentro e fora das quadras de atletas que já atuaram pela seleção brasileira, além da oposta Tifanny, que tem gerado polêmica no mundo do vôlei, sobre ser certo ou não uma transexual jogar entre as mulheres por ter a fisiologia de um homem.

“A gente sabe que esse é um assunto que tem gerado muita repercussão. Alguns com opiniões favoráveis e outros contrários. Acho que o importante é que o nosso clube tem ganhado muita visibilidade e isso é bom para o projeto”, declarou a capitã bauruense, a central Angélica.

A jogadora de Bauru elogiou o ginásio mariliense e espera o apoio da torcida. “É uma estrutura maravilhosa e a gente quer muito o apoio da torcida de Marília. Sabemos da rivalidade que há entre as cidades no futebol, mas o público do vôlei é um pouco diferente e acredito que teremos a maioria conosco”, comentou Angélica.

O Rio de Janeiro é o vice-líder da competição com 49 pontos (16 vitórias e uma derrota) e é o maior vencedor da Superliga com 12 títulos, sendo o campeão das últimas cinco temporadas. O elenco é recheado de atletas que vestem ou já vestiram a camisa da seleção brasileira e é comandado por Bernardo Rezende, o Bernardinho, treinador consagrado mundialmente por sua enorme galeria de títulos já conquistados ao longo de sua vitoriosa carreira no voleibol.

O treinador também ‘rasgou’ elogios ao Neusa Galetti. “É um ginásio belíssimo, com grande capacidade de público, bom tamanho e que acomoda a todos com conforto. É realmente um grande palco para uma grande partida”, destacou. Bernardinho espera que por conta da rivalidade Marília-Bauru, a torcida apoie o Rio de Janeiro. “Espero que os marilienses não deixem a rivalidade de lado agora”, brincou. “Independente para quem seja a torcida, o importante é que as pessoas compareçam para prestigiar um jogo de altíssimo nível”.

O ex-técnico da seleção brasileira falou sobre o ‘caso Tiffany’. “Não sou especialista da área para falar se ela realmente tem algum tipo de vantagem por conta da transexualidade. Eu acho que é uma situação que precisa ainda ser bastante estudada por especialistas para saber se ela tem alguma vantagem, que não seja algo natural de uma mulher. Se for comprovado que não há nenhuma vantagem, que ela ou outras transexuais sejam bem vindas a esse esporte tão democrático que é o vôlei. O que as pessoas precisam entender é que a discussão não está ligada a nenhum tipo de preconceito, mas sim de justiça, da coisa certa a ser feita”, finalizou.

Ingressos

De acordo com a assessoria de imprensa do Vôlei Bauru, os ingressos serão comercializados hoje, nas bilheterias, no valor único de meia-entrada a R$ 40,00. Mais de 2 mil já foram vendidos somente em Marília. Crianças até 12 anos não pagam para entrar, mas precisam apresentar documento que comprove a idade. A capacidade do ginásio Neusa Galetti é de 7 mil pessoas, sendo 5.600 sentadas.

 

A partida desta noite tem mando de quadra bauruense. O confronto não aconteceu em Bauru, porque o ginásio Panela de Pressão está sendo utilizado para a realização da Liga das Américas de Basquete Masculino.