Sindicatos fecham acordo da categoria

O Sindicato dos Comerciários e Sindicato do Comércio Varejista de Marília assinaram ontem o acordo coletivo da categoria com data base de setembro de 2017. Os comerciários terão reajuste salarial de 3% e o pagamento retroativo será dividido em três parcelas. A assinatura do acordo foi feita ontem na sede do Sindicato dos Comerciários com a presença de advogados dos dois sindicatos. O presidente d

O Sindicato dos Comerciários e Sindicato do Comércio Varejista de Marília assinaram ontem o acordo coletivo da categoria com data base de setembro de 2017. Os comerciários terão reajuste salarial de 3% e o pagamento retroativo será dividido em três parcelas.
A assinatura do acordo foi feita ontem na sede do Sindicato dos Comerciários com a presença de advogados dos dois sindicatos. O presidente do Sindicato patronal, Pedro Pavão, disse que o acordo foi benéfico para ambas as partes e marcou um processo de negociação importante entre os dois sindicatos, logo após a aprovação da Reforma Trabalhista no ano passado.
“O bom sendo prevaleceu. Somos empresários e nossos advogados das duas entidades nos ajudaram muito a entender todas as mudanças da reforma trabalhista. A nova lei criou situação que antes não existiam e pudemos discutir da melhor forma”, disse Pavão.
A inflação do período em 2017 foi medida em 1,73% e os comerciários terão reajuste de salário de 3%. Pedro Pavão afirmou que aproximadamente 80% das empresas já anteciparam o reajuste após a data base em setembro do ano passado.  Também consta no acordo o reajuste de indenizações para trabalho em feriado.
Mário Herrera, presidente do Sindicato dos Comerciários, disse que a negociação vinha sendo feita desde o ano passado e a aprovação da reforma trabalhista deu poder do que for negociado sobre o legislado. “Conseguimos fechar a convenção coletiva agora, porém com muitas coisas boas para ambas as partes”, disse.
Uma das novidades divulgada pelos sindicatos e que deve ser proposta para todo Estado é a criação de uma comissão de conciliação, onde a quitação dos direitos rescisórios será feita com a presença dos dois sindicatos. “O patrão também estará na mesa de negociação para evitar controvérsias. É uma cláusula nova de acordo com a nova legislação. Se houver alguma divergência o representante patronal vai mediar o acordo. O empregado vai sair daqui com a certeza que vai receber todos os direitos”, disse Mário.