Polícia Civil estoura esquema de fabricação e venda de cosméticos falsificados em Echap

Operação realizada ontem (2) pela Polícia Civil estourou esquema de fabricação e venda de cosméticos falsificados em Echaporã (cerca de 40 quilômetros de Marília). A ação apreendeu grande quantidade de material irregular, além de computadores e aparelhos celulares. Segundo o delegado coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, José Carlos Costa, investigação de mais de dois mese

Operação realizada ontem (2) pela Polícia Civil estourou esquema de fabricação e venda de cosméticos falsificados em Echaporã (cerca de 40 quilômetros de Marília). A ação apreendeu grande quantidade de material irregular, além de computadores e aparelhos celulares.

Segundo o delegado coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, José Carlos Costa, investigação de mais de dois meses identificou que a cidade de Echaporã era usada como uma base para esquema fraudulento na produção e venda de produtos cosméticos.

“A detentora da marca e fórmula do produto que era falsificado é uma fábrica em Lençóis Paulista. A investigação apurou que imóveis eram utilizados para confeccionar o produto. Uma parte era comercializada por um site de vendas e a outra levada para mercados populares na capital paulista”, disse.

Policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em 12 endereços em Echaporã. A ação, que contou com a participação de quatro delegados, 35 investigadores e dois escrivães, resultou na apreensão de grande quantidade de produtos e embalagens.

“Esse cosmético falsificado era produzido de maneira artesanal nos fundos de residências. Numa das buscas encontramos a mercadoria armazenada numa caixa d’ água. Em todos os endereços encontramos evidência do esquema fraudulento. A ação também apreendeu computadores, notebooks e celulares dos suspeitos”, disse Costa.

Entre os suspeitos levados para prestar depoimento sobre a participação no esquema fraudulento estão os vereadores Aulo Rodrigo Santana (PEN) e Luís César dos Santos (PSB), além de outros dois familiares de um político da cidade e um policial militar reformado.

“Colhemos os depoimentos de cerca de 20 pessoas que são suspeitas de participar de alguma forma desse esquema fraudento”, disse o delegado.

Os envolvidos devem ser indiciados pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A pena pode chegar até 15 anos de prisão em regime fechado.

“As investigações prosseguem e não está descartada que eles também sejam enquadrados nos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha”, finalizou Costa.