Bulgareli diz que dívida com o Ipremm foi de R$ 7,5 mi para R$ 11 mi no governo dele

Dificuldades financeiras teriam sido o motivo do aumento do total devido ao instituto

O ex-prefeito Mário Bulgareli (PHS) foi ouvido pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília) na tarde de ontem (2), na sala Nasib Cury da Câmara Municipal e disse que a dívida da Administração Municipal com o instituto na gestão dele foi de R$ 7,5 milhões para R$ 11 milhões.

“Já assumi a Prefeitura (em 2005) com R$ 7,5 milhões de dívida e ao término do meu primeiro mandato, em 2008, não devia um centavo para o Ipremm”, destacou Bulgareli.

O ex-chefe do Executivo Municipal atribuiu a falta de repasses no segundo mandato dele, de 2009 a março de 2012 - quando renunciou ao cargo – às dificuldades financeiras. “Tivemos que investir mais de R$ 3 milhões no aterro sanitário, mas mesmo assim foi interditado. Então tivemos que iniciar o transbordo do lixo com custo alto. A obra de afastamento e tratamento de esgoto também demandava uma contrapartida alta do município e ainda tivemos que assumir 400 agentes comunitários de saúde que antes eram ligados aos hospitais”.

De acordo com Bulgareli, à época foi preciso adotar medidas para a contenção de despesas. “Os cortes foram de 30% a 35% de orçamento para cada secretaria. Começamos a economizar energia elétrica, combustível e materiais de consumo”.

O Diário Oficial do Município também foi criado na gestão Bulgareli. “Gastávamos de R$ 180 mil a R$ 200 mil por mês com publicações e publicidades. Também implantamos o Portal da Transparência, a Ouvidoria e o relógio de ponto digital”.

Daniel Alonso

O atual prefeito Daniel Alonso (PSDB) foi ouvido na sequência e falou de como encontrou o Ipremm. “Já no governo de transição sabíamos que a situação do instituto era bem complicada. Tão logo fui eleito, criei uma comissão de trabalho e contratei uma empresa de consultoria”, disse ele, que esteve acompanhado da presidente do Ipremm Mônica da Silva e do procurador do município Alysson Alex de Souza e Silva durante todo o depoimento.

“Fomos até o Ministério da Previdência com este relatório e mostramos que a dívida do Ipremm era de R$ 180,5 milhões. Parcelamos em 200 vezes e regularizamos a situação do instituto, inclusive com a conquista da certidão previdenciária, suspensa desde o exercício de 2015”, enfatizou Daniel. 

Sobre o parcelamento realizado, o chefe do Executivo Municipal informou que o mesmo encontra-se com três parcelas adiantadas. “Faço reuniões frequentes com a direção do Ipremm e hoje estamos numa situação de reestruturação do órgão, mesmo sabendo que ainda existem muitas dificuldades”.

Segundo Daniel, o Ipremm fechou 2017 com superávit financeiro de R$ 7 milhões e orçamentário de R$ 3 milhões.

Sobre os atrasos de salários dos servidores aposentados e pensionistas registrados, sobretudo no segundo semestre do ano passado, Daniel disse que isso não deverá mais acontecer. “Este mês vamos pagar todos no dia 6”, garantiu ele.

Para recompor o Fundo Previdenciário do Ipremm, Daniel pretende vender os imóveis do Município. “Desta forma pretendemos recompor esta importante reserva”.

Relatório final

Encerrada a fase de oitivas, agora a CPI deverá iniciar as análises de documentos e depoimentos e o relator, vereador José Luiz Queiroz (PSDB) deverá fazer o relatório final, com o auxílio do presidente da comissão, o edil Mário Coraíni Júnior (PTB) e do terceiro membro, vereador Maurício Roberto (PP).

Finalizado, o documento deverá ser encaminhado ao plenário da Câmara Municipal para a votação dos vereadores.