Voluntários retomam coleta de embalagens jogadas pela cidade

Será retomada neste final de semana a campanha de busca e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e pode transmitir a febre amarela. A ação voluntária é realizada pelo Sicoe Anjos da Guarda nas ruas, estradas, terrenos, praças e no trilho de trem. Não são registrados casos urbanos da febre amarela no Brasil desde 1942, e a melhor forma de prevenir que i

Será retomada neste final de semana a campanha de busca e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e pode transmitir a febre amarela. A ação voluntária é realizada pelo Sicoe Anjos da Guarda nas ruas, estradas, terrenos, praças e no trilho de trem.
Não são registrados casos urbanos da febre amarela no Brasil desde 1942, e a melhor forma de prevenir que isso ocorra é eliminar água parada, criadouro do Aedes aegypti. “Vamos voltar a fazer o recolhimento de materiais inservíveis que possam acumular água, jogados pela cidade. Essa campanha segue até julho, todo final de semana. E pedirmos que a população contribua, fazendo sua parte”, mencionou o presidente do Sicoe, Cláudio Schlic.
Em coletiva realizada sobre febre amarela no dia 17 do último mês, a secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana, destacou que a pasta recomenda a vacinação para quem ainda não tomou a vacina contra febre amarela (dose única na vida), mas o controle do mosquito Aedes aegypti é fundamental não só em momentos de surtos e epidemias de doenças, mas de forma permanente.
“O Aedes transmite quatro doenças e Marília nunca teve registro de febre amarela, zika ou chicungunya, mas o risco é real, e de uma nova epidemia de dengue também. O papel da população é muito importante para fortalecer, junto com o poder público, o combate ao transmissor”, pediu a gestora de Saúde do Município.
O método de combate ao Aedes é pela eliminação de água parada e de recipientes que possam acumular água parada, evitando criadouros do inseto. “Em dezembro o último índice do vetor em Marília estava em 0,5, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (abaixo de 1), mas essa realidade pode se alterar muito rápido se houver descuido”, frisou a secretária.

Repelente
A Saúde recomenda também o uso de repelente para evitar a picada do Aedes Aegypti em área urbana e de mata. Como exemplo, foi citada essa recomendação ao ir ao bosque, onde há macacos. Embora ainda não haja nenhum registro de macaco contaminado. A pasta lembra que o macaco é uma vítima da febre amarela, como o homem, não devendo ser agredido e morto, até porque serve de sentinela da doença, sinalizando o risco para as devidas ações de controle.