Criança com microcefalia sofre falta de remédio

A paciente Rafaela de Oliveira Antônio, de oito anos, é mais uma das várias crianças que o Jornal da Manhã vem divulgando que sofre a falta da medicação Sabril (Vigabatrina). Segundo a médica neurologista que a atende, ela não pode ficar sem o remédio sob nenhuma hipótese. Porém, sendo de alto custo, a família depende do poder público, que não tem cumprido a entrega. “Certa vez tentamos retirar o

A paciente Rafaela de Oliveira Antônio, de oito anos, é mais uma das várias crianças que o Jornal da Manhã vem divulgando que sofre a falta da medicação Sabril (Vigabatrina). Segundo a médica neurologista que a atende, ela não pode ficar sem o remédio sob nenhuma hipótese. Porém, sendo de alto custo, a família depende do poder público, que não tem cumprido a entrega. 

“Certa vez tentamos retirar o Sabril, mas Rafaela teve crises fortíssimas que resultaram em uma sequela importante. Ela deixou de dar uns passinhos que, de vez em quando, ela dava. Ficou bem hipotônica. A neurologista Cristiane Bazzo disse que ela não pode ficar sem o remédio em hipótese alguma”, relatou a família.

A criança, que tem microcefalia por anoxia neonatal, faz uso do medicamento de alto custo desde os três anos de idade. E desde novembro o Estado não tem feito mais a entrega. “Desde então ganhamos alguns comprimidos e tínhamos uma certa reserva que nos salvou por um tempo nessa emergência, pois quandoRafaela ficou internada em Presidente Prudente por 33 dias na UTI, recebemos uma quantidade boa do Sabril”, disse a família.

Mas a cada comprimido a menos a preocupação aumentava e agora a família teve que começar a comprar. A caixa com 60 comprimidos custou R$ 270,00 e foi feito um parcelamento no cartão de crédito. Se a entrega não for retomada, não será economicamente possível continuar comprando. “Esse é um dever do Estado e um direito de nossas crianças”. A família mora em Tupã e recebe a medicação via DRS de Marília (Departamento Regional da Saúde do Estado). 

Estado

Diante das várias reclamações de pais e familiares de crianças de marília e região em estado grave de saúde que estão sem o Sabril, a Secretaria de Estado da Saúde chegou a alegar que “o Vigabatrina (fármaco do Sabril) está em falta em âmbito nacional e a pasta está em contato com o fabricante exclusivo do produto (Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.) para que a situação seja normalizada o mais rápido possível. Os familiares serão comunicados tão logo haja disponibilidade dos remédios”.

Sanofi nega 

versão do Estado

No entanto, a Sanofi esclarece que o medicamento Sabril (vigabatrina) está sendo produzido e comercializado normalmente em todo Brasil. Sendo assim, não procede a informação divulgada. “Especificamente em relação ao abastecimento na Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo, a Sanofi informa que não possui nota de empenho em aberto / andamento do gestor público para o medicamento Sabril. Assim que for recebida a nota de empenho, a Sanofi procederá à entrega, empreendendo os melhores esforços para que seja feita rapidamente”.

A Sanofi ainda reiterou que todas as solicitações do setor público são atendidas regularmente pela companhia, respeitando as normas e leis em vigor.