Filho de promotor de Justiça foi pioneiro da Polícia Militar Rodoviária em Marília

A Polícia Militar Rodoviária comemorou no último dia 10, os 50 anos de sua instalação no Estado de São Paulo. Em Marília, um dos pioneiros na corporação, foi o pai do promotor de Justiça Izauro Pigozzi Filho. Falecido em 1977, o tenente Isauro Pigozzi, deixou sua contribuição para a cidade. O tenente Pigozzi fazia parte da antiga Guarda Civil e com a incorporação à Polícia Militar, ele optou por a

A Polícia Militar Rodoviária comemorou no último dia 10, os 50 anos de sua instalação no Estado de São Paulo. Em Marília, um dos pioneiros na corporação, foi o pai do promotor de Justiça Izauro Pigozzi Filho. Falecido em 1977, o tenente Isauro Pigozzi, deixou sua contribuição para a cidade.
O tenente Pigozzi fazia parte da antiga Guarda Civil e com a incorporação à Polícia Militar, ele optou por atuar nas rodovias de Marília e região. “Ele gostava muito da profissão. A corporação era pequena, então todos se conheciam no Estado de São Paulo”, disse o filho.
O promotor de Justiça lembra que o pai ajudou a construir a antiga base da Polícia Militar Rodoviária, que por anos funcionou em frente a indústria Xereta. “Lembro que a base era toda de madeira e ele liderou uma mobilização com os empresários e conseguiu doações para erguer uma edificação no local”, afirmou.
Pigozzi Filho também citou as dificuldades que a Polícia Militar Rodoviária sofria com a falta de tecnologia. “Foi entre as décadas de 60 e 70, lembro do meu pai fazendo o controle de velocidade dos veículos com cronometro e participando de ações para prevenção de roubo de cargas. Também estava presente quando eles conseguiram um rádio para se comunicar com outras bases. Esse avanço tecnológico foi motivo de muita comemoração”, disse.
O tenente Pigozzi se mudou para Marília na década de 30 e acompanhou o crescimento da cidade. O policial rodoviário foi homenageado pela Câmara Municipal e dá nome a uma das ruas do Jardim Bandeirantes, na zona Oeste da cidade.
“Os policiais rodoviários chamavam a atenção pela farda devido ao seriado Vigilante Rodoviário. Ele também se formou na primeira turma de Direito do Univem e tinha o sonho de se tornar delegado, mas infelizmente a doença não deu esse tempo a ele”, finalizou.